Os Diários de Alysia Starcaller : IV

Caderno 7, Dia 4 – Entrada 4

A tarde de hoje foi complicadíssima.

Encontramos a tal ruína que nos mencionaram em Myth Drannor. Porém algo ali estava totalmente estranho. Havia uma porta fora do comum. Levando em conta que o local, que parecia ser um antigo templo, estava todo em ruínas, coberto por vinhas e musgo. Encontramos ali (todos nós, não foi um delírio meu) uma porta maior feita de prata pura. Tam chegou a fazer uma piada dizendo: “achamos nosso artefato valioso. Uma grande porta de prata. Realmente, deve valer uma fortuna isso daí!”

Contudo, algo me dizia que estávamos sendo guiados até ali, tinha uma força maior por trás de tudo isso.

Foi Sha kan que, enquanto eu tocava e apreciava os desenhos da porta, pronunciou exatamente as palavras do meu sonho (notei que ele, ou até mesmo eles, deviam ter tido o mesmo sonho. O que me fez ter certeza de que estávamos sendo guiados.) e a porta se abriu revelando um corredor que acabava numa aparente sala escura.

Depois alguma apreensão, entramos na sala e vimos que havia algumas portas espalhadas por ali, Shakan acendeu uma tocha pra ajudar a iluminar, como a sala era grande, o feitiço de luz que coloquei em meu orbe não dava conta de iluminar todo o interior.

Tam foi o primeiro a suspeitar do lugar, todos nós tentamos ouvir se havia algum som atrás daquelas portas, mas só obtivemos silêncio. O que nos levou a concluir que não tinha muito perigo por ali.

Contudo, no momento em que Tam mexeu na maçaneta da porta em que estava, foi atingido por um raio de energia que saiu de olhos desenhados na parte de cima da parede que só naquele momento fomos reparar que estavam ali.

Os olhos se mexiam aleatoriamente, o que nos custou mais uns dois ou três raios até entendermos a lógica para conseguir abrir as portas.

Ao abrir a porta, nos deparamos com um corredor longo e estreito, só passaria uma pessoa por vez. Sha kan foi o primeiro, seguido por Kialay, e na metade do corredor ele teve que dar um salto com grande habilidade para não despencar em um buraco que se abriu quando parte do chão despencou. Todos nós saltamos o buraco sem problemas, porém, enquanto eu olhava para ver se Tam pularia sem problemas, Sha kan e Kialay entraram na sala do final do corredor com uns gritos e fazendo barulhos que apreciam que tinham sacado suas armas.

Em questão de segundos, eu e Tam também estávamos na sala, mas não vimos lá nada além de dois corpos apodrecidos largados no chão e nossos amigos um em frente a cada corpo daqueles.

Quando eu perguntei o que tinha acontecido ali, eles só me falaram que os corpos se lançaram nas suas direções, mas que com apenas um corte de cada, eles despencaram ao chão.

Naquela sala havia várias coisas curiosas. Uma espada que foi julgada por Sha kan e Kialay como uma obra prima, muito bem feita e com um ótimo balanço, eles decidiram que a espada ficaria com Sha.

Nas paredes havia tochas de fogo azul que iluminavam o local. E duas grandes colunas uma delas com o desenho de uma lua em baixo relevo enquanto na outra tinha o desenho de um sol, também em baixo relevo.

Conversamos ali durante alguns minutos e eu tive a idéia de iluminar os símbolos com as tochas, um com a tocha de luz azul e o outro com a tocha normal.

Acabou dando certo e uma porta se abriu em uma das grandes colunas com uma escada que enviava para baixo.

No entanto, assim que começamos a descer, as escadas mexeram e se tornaram uma rampa lisa e deslizamos para baixo de encontro a algumas estacas. Isso causara alguns ferimentos em todos nós, mas nada sério. O que encontramos lá embaixo era muito mais valioso.

Dentro de uma valise mágica, feita com um ritual de transporte, eu encontrei o que seria o tal artefato mágico.

Tratava-se de um orbe com o símbolo de Selune gravado na sua superfície com o símbolo de Shar gravado no lado oposto e brilhava forte.

Enquanto eu contemplava a beleza da esfera, Sha kan falou as palavras do sonho novamente fazendo com que o orbe se abrisse e revelasse um portal para o que parecia ser um lugar muito hostil, tomado por chamas e vendavais flamejantes.

Concluímos que a força do item vinha da lua e para cada vez que usássemos ele, iríamos ter que recarregá-lo com o luar.

Notamos que erramos o enigma da sala anterior, pois ali havia uma escadaria sem estacas que dava diretamente onde ficaria a outra coluna e, ao subir os degraus, notamos que havia um conto em forma de desenhos gravado na parede.

Nesse conto, percebi que o orbe foi dado aos seus adoradores pela própria Selune, porém durante o ritual de agradecimento alguma outra força, que eu acredito ser Shar, tomou posse do presente da deusa da lua e o “corrompeu” com seu lado obscuro.

De qualquer maneira, resolvemos que voltaríamos para Myth Drannor tentar conseguir mais informações com algum clérigo local.

***

Os Diários de Alysia Starcaller : III

Caderno 7, Dia 3 – Entrada 2

A viagem seguiu sem maiores eventos ou curiosidades até chegarmos a Ashabenford.

Usamos a hospitalidade local para conseguirmos mais provisões e informações sobre como chegaríamos a Myth Drannor, pois a cidade fica no meio da floresta e não tínhamos idéia de como faríamos pra encontrá-la. Tendo uma base de por onde começar a seguir facilitou muito as coisas. Em seguida resolvemos ir para a casa de Kyalai, a qual ficava nos arredores da cidade um pouco isolada, porém segura no meio da floresta.

Caderno 7, Dia 4 – Entrada 1

Essa noite tive um sonho estranho, com a lua e enquanto eu vislumbrava sua beleza, podia ver um par de olhos nela e uma frase que se repetia em minha cabeça. Por algum motivo eu não parava de pensar em Selune. Será que isso quer dizer algo?

Caderno 7, Dia 4 – Entrada 2

Depois de encontrar e explicar a situação para alguns guardas no meio da estrada, encontramos a trilha que nos trouxe até aqui. A famosa Myth Drannor, exatamente como eu sonhava, toda mágica.

Caderno 7, Dia 4 – Entrada 3

A hospitalidade dos Eladrins daqui não é exatamente como eu ouvi falar. Extremamente xenófobos, eles deixaram meus companheiros se sentindo em mau estado e os obrigaram a deixar suas coisas na entrada.

Mesmo não estando incluída nesse tratamento mais “hostil”, digamos assim, eu também deixei as minhas coisas junto com as deles, para que eles não se sentissem ofendidos pela precaução da minha raça.

Andando pela cidade, muito silenciosa diga-se de passagem, acabamos conseguindo a informação de onde ficavam as ruínas dentro da floresta onde poderia estar o tal artefato do qual ficamos sabendo em Suzail.

Além disso, também pude ganhar um pouco da confiança de alguns dos guardas da entrada que usamos, para podermos voltar mais tarde e passar a noite.

Logo vamos seguir para procurar as ruínas.

***

Os Diários de Alysia Starcaller : II

Caderno 7, Dia 2 – Entrada 1

 

Acordei bem cedo e vim até aqui. Combinamos de nos encontrar nessa praça novamente. Contudo são dois humanos e um genasi, os humanos eu já conheço por não serem muito pontuais, o tal genasi não deve ser diferente. Vamos esperar para ver quanto tempo eles ainda levam. Por hora, posso aproveitar o cheiro da alvorada e o ar matutino enquanto aprecio as cores do céu da noite que se vai e abre alas para o novo amanhecer.

Caderno 7, Dia 2 – Entrada 2

 

Eles demoraram, mas chegaram. Juntamos as coisas, e depois de algum tempo conversando, resolvemos vir a pé até aqui. Pegamos a estrada mais fácil, mesmo os guardas dando-nos mil alertas de que seria perigoso.

Com um grupo desses, onde notei que todos sabem lutar, acho difícil algum perigo nos ameaçar por ali, além do mais, as estradas principais costumam ser mais seguras por aquela parte do reino, pelo que eu ouvi falar.

Caminhamos calmamente, conhecendo os locais e aproveitando a viagem para conhecer melhor uns aos outros.

Sha Kam (descobri hoje que o nome dele se escreve sem o traço. Como só entendo a língua comum além do élfico, posso cometer alguns errinhos desse tipo.) é um aprendiz daqueles chamados de Lâmina Arcana, que passam por um treino rigoroso e acabam tornando suas espadas parte de si próprios com ajuda de magia. Sem dúvida um processo curioso e interessante.

Tam é um errante. Nunca falou muito de si e se reservava o direito de viajar em silêncio. O guerreiro Aylen (ou Kaylen, por algum motivo não consigo memorizar o nome do rapaz) se revelou um bom moço a serviço da sua cidade Ashabenford, com algumas habilidades e conhecimentos das matas.

A noite se aproximava e resolvemos sair um pouco da estrada para acampar e comer algo.

Caderno 7, Dia 3 – Entrada 1

Ontem a noite foi anormal. Como eu durmo menos que todos, decidimos que eles dividiriam as quatro primeiras horas de guarda e eu ficaria com o resto. Assim deitei dormir sossegada.

Entretanto, certo tempo depois, despertei com uma criatura me acertando uma facada na perna!

Eu levantei assustada, peguei meu orbe e a única coisa em que consegui pensar de imediato foi em acertar o monstro na cabeça para poder sair dali.

Nesse momento vi que todos nós fomos surpreendidos por um bando de goblins. Que diabos Sha kam estava fazendo na guarda que não os notou?!

Enfim. Usei meu passo feérico para sair rapidamente do cerco, assim eu pude visualizar melhor o campo de batalha e poder lançar minhas magias. Novamente meus mísseis mágicos puderam distrair o alvo enquanto minha orbe energética os abatia. Novamente vi Tam se espreitando pelas laterais para conseguir vantagem sobre os inimigos atacando-os pelos flancos. Sha kam tem uma habilidade excelente em manter os inimigo com a atenção em cima dele fazendo uso de chamas e golpes virtuosos. Aylen é sutil, não fala nada, mas mostrou ter armas mortais nas mãos depois que a surpresa inicial do ataque passou.

Acabou que fora o descuido de nosso vigia, a luta foi fácil e retomamos os planos iniciais para descansarmos e seguir o resto da viagem no outro dia.

***

Os Diários de Alysia Starcaller : I

Caderno 7, Dia 1 – Entrada 1

Peguei carona com um comerciante de verduras qualquer na estrada para Suzail no reino de Cormyr, afinal estou me aproximando cada vez mais de encontrar a tão falada Myth Drannor, a grande cidade dos Eladrins, mas algo me diz que essa viagem ainda será longa.

Não tive problemas pra entrar na cidade, pensei que fosse ser mais complicado devido a grande guarda que a cidade tem. Acredito que essa tal guerra que está acontecendo tenha deixado eles um pouco desfalcados de soldados.

Resolvi caminhar pela praça da cidade um pouco pra esticar as pernas. Mas acabou acontecendo uma grande confusão na praça principal. Era um lugar cheio de mercadores e pessoas de todos os tipos, principalmente humanos.

Alguém ali no meio me chamou muito a atenção pelo seu aspecto incomum. Era um homem alto e com a pele riscada, parecia ser feito de pedra. Quando fui conversar com ele, o homem se apresentou como Sha-kam e disse ser um Genasi, uma raça meio-elemental.
No entanto, antes de eu ter a chance de saciar melhor minha curiosidade, um evento chamou nossa atenção.

Houve um assalto, um jovem que transportava alguns minerais fora acusado de estar roubando, mas ele é quem era a vítima. Pode-se notar certo descuido dos guardas provavelmente devido ao período instável na guerra.

Nota: Eu reparei que um rapaz tentava pegar um dos minérios que caíram no chão muito sutilmente e resolvi ajudá-lo, ele acabou achando que eu estava acusando-o de se aproveitar da situação para levar a rocha, mas minha intenção não foi essa.

Os guardas vieram e pediram uma explicação do que aconteceu ali. Tão logo contamos o que houve, eles ordenaram que o povo dispersasse. Contudo não funcionou muito bem, pois quase em seguida um maluco anunciou que iria começar um show fazendo um homem desaparecer.

Confesso que aquilo me intrigou, sou uma pessoa muito curiosa.

Resolvi tomar a frente da multidão ali para ver que tipo de truque ele estaria planejando, afinal ele não parecia em nada com um mago de renome.

E realmente era isso. Enquanto ele fazia truques falsos, o homem usava outros ladrões para assaltar as algibeiras e burras do povo que olhava atento.

Mas com a ajuda de Sha-kam e do misterioso jovem que se apresentou depois como Tampigaratan, ou algo do tipo, fomos capazes de desmascará-los e entregá-los para as autoridades.

Nota: Ainda levei fama de mágica quando usei um dos meus truques (verdadeiros, diga-se de passagem) para encontrar o homem quando usou seu pergaminho para ficar invisível.

No final da tarde decidi ir para a taverna me alimentar e achar algum local para descansar antes de seguir com a minha jornada. O estranho Sha-kam, agora em forma de fogo, resolveu que iria continuar sua jornada seguindo comigo para o norte, para conhecer melhor o mundo e por isso me acompanhou na taverna.

Lá dentro estavam algumas pessoas, um bêbado berrando sobre a esposa infiel, alguns moradores da cidade que estavam na praça durante os incidentes e os funcionários locais. Nenhum guarda.

E logo após eu pedir meu peixe, acontece novamente uma confusão. Um tiefling que estava ali dentro foi ameaçado de morte assim que um grupo, aparentemente organizado (todos vestiam a mesma barda), entrou no estabelecimento. Em seguida, um dos cinco homens que entraram ali atingiu o tiefling na barriga, derrubando-o no chão, e foi ai que eu intercedi.

Disse que a cidade tem sua própria corte pra julgar quem deve e quem pune, eles não podiam fazer aquilo.

Assim, aquele que parecia ser o líder do bando, disse para eles matarem o tiefling e em seguida nos matar e levar tudo que sobrar no chão.

Mas tolo foram eles de acreditar que poderiam fazer isso tão facilmente assim, eu estava em um dia inspirado e bandidos assim é uma ótima forma de colocar a minha criatividade em ação.

Enquanto Sha-kam preparava sua espada eu saltei pra cima da mesa e olhei rapidamente o campo que dispunha para a batalha, o furtivo Tam (um jeito mais fácil para mencionar aquele nome esquisito), se preparou e caminhou devagar pelos cantos, provavelmente para tentar surpreender um deles.

Sha-kam tomou para si a responsabilidade de encarar um dos homens sozinho, aquele que vinha pela esquerda, como Tam ia tentar surpreender o homem da direita, eu pude concentrar meus Mísseis Mágicos sem nenhum problema.

Sob a mesa eu tive uma visão privilegiada do quanto aqueles homens sofreram nas nossas mãos. O da esquerda, mal pode ver o que o atingiu. Sha-kam se esquivou do seu golpe com a espada muito facilmente e em seguida desferiu um ataque mortal.

Tam rolou no chão e apareceu logo em frente ao homem da direita enquanto ele se virava para sair do local onde atingiu a barriga do tiefling, e nesse mesmo momento foi apunhalado no pescoço, caindo rapidamente.

Um deles foi atingido pela minha magia, desviando sua atenção, nesse momento notei que o rapaz que transportava os minérios estava sentado por ali também, que habilidosamente puxou suas espadas e tratou de desferir alguns golpes em um dos capangas distraídos ali.

Aquele que parecia ser o líder do bando era um tanto mais habilidoso, e exigiu um bom posicionamento de Tam e do outro rapaz, para que conseguissem ter vantagem dos golpes e acabar com aquilo de uma vez.

Depois de definido o combate, fomos verificar o corpo do tiefling, o qual ainda estava vivo. Ele nos agradeceu e pediu para que eu não chamasse os guardas. Ele nos disse que poderíamos ser recompensados com uma informação preciosa que ele detinha. Falou que ao norte, perto de Myth Drannor (bela coincidência), teria um artefato muito poderoso, que se quiséssemos, poderíamos buscar.

Como meu caminho já era pra lá mesmo, aceitei de bom grado a informação. Sha-kam tinha decidido viajar comigo por um tempo, então acho que ele irá junto.

O jovem dos minérios, que nesse momento disse morar por aqueles lados, ficou de ir conosco até uma altura, pois já conhece o caminho.

E Tam, afirmou ser um andarilho do reino e gostou da idéia de buscar um artefato.

Assim, quatro estranhos combinaram de sair em viagem no outro dia pela manhã…

***

Sonho

27/06/2011 3 comentários

“As pessoas não sabem mais apreciar o perfume das flores”

Naquela manhã fria do outono em Leyas eu sentia que os ventos estavam pra mudar. Por volta de um ano atrás, eu conheci uma pessoa na minha cidade natal. Mas a história do encontro é o que pode chamar a atenção.

“Eu estava caminhando pela praça na parte central da cidade onde eu nasci. Se bem me lembro estava indo praticar meus tiros com arco e flecha como fazia todos os dias. Tinham muitas pessoas andando por ali naquele dia e em meio a todas elas eu só consegui reparar em uma pessoa. Ela era uma garota branca, com altura normal pra qualquer mulher, vestia-se com roupas pretas, mas em um estilo um pouco diferente do normal e o fato o fato dela usar seus cabelos na cor verde não foi o que mais me chamou a atenção e me fez olhar aquela pessoa com mais carinho.

A primeira coisa que me veio na cabeça foi sonoro “nossa!” E eu só conseguia pensar que precisava encontrar aquela garota novamente, que algo passou pelo meu coração e pela minha anima naquele momento.

Contudo, pra uma cidade pequena e comum como a minha, aquele tipo de pessoa era totalmente diferente e com certeza estaria deslocada ali. Devia ser de alguma capital ou de algum grande feudo e possivelmente eu não a veria novamente.
Meu engano começou no dia seguinte, quando eu saí pra ir a feira comprar legumes que estavam em falta na casa de meus pais. Ao andar pela principal rua da cidade não é que eu me deparo com a garota novamente?! E dessa vez eu passei bem ao lado dela.
Pensando que não seria ali nada mais do que outra pessoa do mundo, afinal, depois de tantas decepções e tristezas em minha vida, minha esperança nas pessoas já tinha desaparecido. Senti uma vontade muito grande de falar com ela, mas muitas barreiras ficaram em meu caminho me impedindo de sequer arriscar um “oi”.

Enfim, aquele dia teria marcado minha existência como o maior arrependimento da minha vida se não fosse pela minha curiosidade intuitiva e determinação, que me fizeram manter a esperança acesa durante muito tempo depois daquele dia.

Algum tempo depois, ao ver umas pinturas que uma amiga fazia, notei que ela tinha preparado uma exposição temática com pinturas que ilustravam um passeio que ela havia feito com uma grande amiga. Nesse dia eu tive a maior certeza de todas, pois ao olhar as pinturas não é que eu vejo a garota dos cabelos verdes desenhada ali? Nesse dia eu vi que o contato seria feito e que eu não poderia desperdiçar a chance, arrumei uma pena e um pedaço de papel e escrevi um bilhete para a minha amiga artista entregar à sua parceira de retrato.

“Vou querer te conhecer.”

 

***

CategoriasCONTOS, Sonhos Tags:,

A Sombra da Espada

18/03/2011 4 comentários

Parte 3: Missões

Chegando à sala de reuniões, os cinco Equites puderam ver, sentados em volta da meia lua de mogno nobre que era usada como mesa, grande parte do alto escalão do reino de Aura. Ali estavam os Kadishs Elberen Tornendell, eladrin regente da Academia de Magia, Illiél Anon, elfo protetor do norte, Ordhun Bhor, Anão guardião das montanhas ao leste e Elora de Mainee, guardiã dos mares ao oeste do reino.

Também estavam sentados à mesa, os Senhores de Casas Hondo Caledon, da casa Caledon. Ariel Lil’den de Límen, da Casa Límen, o repugnante Gondhar Guerrea e o rei Tolkius Arthen de Linora em pessoa.

Os ares ficaram pesados com o comportamento dos recém chegados, além de Aeren, o bardo, nenhum dos outros prestaram suas reverências na presença de vossa majestade, o rei Tolkius. O qual pareceu não dar muita importância ao fato até que Ramse, um dos poucos devas a caminhar por Khali, tentar se impor.

Antes que os presentes começassem uma guerra particular de princípios dentro do salão, o rei foi logo ao assunto. Ele explicou a situação de urgência e determinou as funções para somente depois fazer as devidas apresentações.

Foi decidido que os Equites, ficariam sob os olhos de Meirne Liliane, a qual serviria como guia para que eles não tivessem nenhum obstáculo durante as investigações, os cinco ficaram incumbidos de encontrar Jim, o filho de Marc Vollenkauser, até então sem dar notícias.

Os Kadishs deveriam voltar aos seus postos de trabalho e assegurar que absolutamente nada passasse despercebido sobre suas vigílias.

Aos Senhores de Casas foi passado a missão de encontrar e punir severamente qualquer tipo de culto, ordem, ou grupo não oficial que se desenvolvesse dentro de suas áreas de atuação. O que mais cedo ou mais tarde os levaria a alguns indícios sobre o culto que estava sendo secretamente se infiltrando na cidade de Gol’dhas.

Tal culto foi informação conseguida por Lady Assellus, a qual ficou responsável por encontrar mais informações sobre de onde surgem essas pessoas.

Liliane se deu ao trabalho de explicar aos quatro éqüites pressentes, sobre a forma de atuação de tal culto, o qual eles apelidaram de “o culto das sombras”, pois os mesmos só aparecem a noite e da mesma maneira misteriosa que surgem, eles voltam a sumir, deixando apenas uma espécie de maldição contagiosa nas pessoas com quem tem contato físico. E isso vinha se alastrando pelo reino aos poucos.

Determinadas tais tarefas, o rei pediu para que todos se retirassem, com exceção de Karn e Melissa, pois precisava falar em particular com ambos.

Liliane perguntou aos seus recém aliados, onde eles queriam investigar primeiro, se já tinham alguma idéia, porém ressaltou que eles precisariam voltar antes do jantar, pois o rei havia encomendado um banquete para que os viajantes voltassem bem servidos para suas casas distantes.

Ramse e Aeren, decidiram que seria uma boa idéia ir investigar a taverna, pois em ambientes assim sempre se encontra pessoas variadas e pode ser que informações se formem rapidamente.

Liliane não quis entrar, pois com o novo toque de recolher, os mercadores de estabelecimentos noturnos estava a cada mais insatisfeitos com as autoridades maiores e ela não estava afim de responder a mais perguntas sobre coisas a qual não é responsável.

Dentro da taverna, os éqüites ficaram de fato surpresos, havia apenas 5 pessoas nas mesas, dois casais comendo juntos e um anão todo encoberto por capas e tecidos, enquanto duas mulheres que usavam vestidos curtíssimos limpavam o chão.

Mais a frente, outra mulher, bela de cabelos ruivos e com olhar cativante mexia em um pergaminho e algumas moedas. Quando ela notou a presença de pessoas importantes, apressou a recolher tudo rapidamente para trás do balcão e a oferecer seus serviços aos homens.

Ramse desconfiou no ato, e seguiu diretamente até a mulher, a qual foi interrogada sobre sua ação suspeita, mas antes que pudesse falar algo, um grande homem, que usava calças de couro curtido bem apertadas saiu de trás de uma cortina de contas e tomou a frente da mulher, alegando que ela era apenas uma prostituta e que estava contando seus lucros na frente de clientes. Ele a mandou para o quarto dos fundos, ordenando que o esperasse na “posição”.

Enquanto Ramse, Aysen e Aeren se preparavam para fazer perguntas ao homem, que parecia ser o dono do estabelecimento, um grito pode ser ouvido a distância…

A Sombra da Espada

Parte 2 : Prólogo

O castelo está em chamas, o protetorado do reino está em busca do responsável por tamanha atrocidade Meirne Liliane Kadash e Meirne Karn de Terrend são os braços direito e esquerdo do Rei, e por isso estão com responsabilidade total nessa missão, pois o próprio estava mais preocupado com o rapto da sua filha, a princesa Selena Arthen de Linora.

 

Seja lá quem tivesse sido o arquiteto dessa trama toda, o fez com maestria.

Conseguira passar por seu escalão de elite, o qual mesmo sem Marc Vollenkauser, ainda era internacionalmente conhecido por sua organização e habilidade de manter a inteligência do reino sempre em alta, também conseguira dobrar a vista infalível das duas “Fleurs Nuit” do reino, Lady Melissa Hayle e Lady Assellus de Terrande e alcançar o sexto patamar do castelo, pra atear fogo nas tapeçarias reais, onde se expandiria com grande velocidade. E isso tudo era apenas um desvio. Uma artimanha para concentrar todos os esforços dos soldados em apagar o fogo antes que destruísse grande parte do castelo. O objetivo final era raptar Selena, e fora cumprido, agora o rei e seus principais conselheiros estão engajados num crucial plano de busca, pois será necessário recuperar a sua princesa e também encontrar os responsáveis por tamanho ato de indignidade ao nome Aureano.

 

Os envolvidos não teriam conseguido executar um plano tão ousado como este se não tivessem tido ajuda interna. Existem traidores dentro da casa Gol’dhas, Tolkius sabe que nunca deu motivos para que conspirassem contra ele, porém nunca descartou a hipótese de que usurpadores tentassem lhe privar dos direitos que conquistara um dia.

Por final decidiu que precisaria buscar seus aliados externos e ordenou que fossem convocados os cinco “Equites” de sua maior confiança que estavam e viagens de rotina para que lhe dessem assistência nas suas buscas.

 

Os Equites do rei chegaram dois dias depois, durante o começo da noite, já constatando que algo muito sério havia acontecido em Gol’dhas, pois havia sido decretado luto real e estabelecido toque de recolher dentro de toda a murada do protetorado real.

Nas ruas viam-se apenas cavaleiros fazendo ronda enquanto que quase todas as casas permaneciam com suas luzes acesas e as janelas fechadas.

Sem delongas, foram direto para os portões do castelo ao encontro de seu senhor…

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 174 outros seguidores