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Os Diários de Alysia Starcaller : XI

11/08/2011 2 comentários

Caderno 7, Dia 6 – Entrada 6

Todos eles estavam se preparando para o combate, mas como eu sabia que aquelas criaturas seriam mortais contra nosso grupo, eu tentei dialogar mais um pouco.

Estávamos nos preparando para uma morte certa quando eu olhei pra Sha e Tan, mesmo eles continuando sendo contra, eu entreguei a esfera para o druida.

Ele sorriu e no momento em que tocou o orbe, pude ver a ambição tomando conta de seus olhos, era óbvio que haviam lhe prometido algo, que lhe haviam dito mil coisas sobre a união do orbe com aquela caixa misteriosa.

O céu tornou-se mais escuro, os ventos se agitaram e todos os sons da natureza local foram ouvidos de uma única vez. Energias mágicas se espalharam por todo o local quando a caixa se desmontou em vários pedaços revelando o orbe pulsando em energia mágica, para logo explodir e sentirmos toda aquela energia escura entrando em nossas almas.

O jovem elfo saiu correndo dali mandando seus ents embora enquanto comemorava algo que não tínhamos idéia do que seria. Contudo, sua comemoração não durou mais do que alguns metros, pois tão logo ele deixou a zona da explosão, vários raios celestes o atingiram em cheio, restando nada além de pó mágico no local.

Deduzimos que deveríamos ficar ali e assistir o espetáculo até que a área da explosão mágica se desfizesse.

Nesse tempo, notamos que algo além estava acontecendo. A lua estava sendo coberta por uma sombra escura, Selune estava sendo tomada por Shar e teríamos que assistir aquilo tudo sem poder fazer nada.

Aquilo durou cerca de uma hora até que pudéssemos arriscar nos mover dali sem sermos destruídos por raios ou chamas, porém, quando Tan notou que poderíamos continuar, o resto do pessoal já estava dormindo e acabamos passando a noite por ali mesmo.

Caderno 7, Dia 23 – Entrada 1

Como eu normalmente fico menos tempo recuperando minhas forças que os outros, quando acordei vi que aquele eclipse ainda não tinha se encerrado, e que as coisas pareciam meio aceleradas fora do círculo. Era como se o tempo ali dentro passasse mais devagar.

Assim que todos estavam acordados e prontos, seguimos viagem sem acidentes, como Tan havia deduzido. E realmente estávamos certos, o tempo voltou a correr normalmente assim que deixamos o círculo e o eclipse continuava sem dar o menor sinal de mudança, tampouco o sol dava as caras, parecia que estávamos presos em uma noite eterna com a lua coberta pela luz negra de Shar.

Sha, com sua devoção à Selune, viu que em meio a escuridão que cobria a lua, algo estava diferente, parecia que a lua estava nos apontando uma direção e naquele momento a visão da casa antiga veio a nossas mentes. Dessa vez na mente de todos nós.

Era um sinal, uma indicação do caminho que devemos seguir.

Caminhamos por aquelas planícies por um dia inteiro, e no final ao encontrarmos um rio, tivemos uma cena inusitada. Encontramos um goblin o qual tentou negociar nossa passagem por ali com uma espécie de “pedágio”. Nessa hora Tordek sacou sua arma e correu gritando “Não negocio com goblins! Aaaaaaaargh!”

Porém a surpresa real não estava no goblin, mas sim nas criaturas que saíram do rio em seguida.

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Os Diários de Alysia Starcaller : X

Caderno 7, Dia 6 – Entrada 5

 

Passando pelo portal, eu me deparei com nuvens e uma grandíssima altura me separando do chão, no entanto, eu não estava caindo, era como se estivesse sendo levada para o solo pelo orbe.

Instantes depois vi meus companheiros passando por mim, eles sim, em queda livre.

Abaixo de nós, as árvores se mexiam de uma maneira um tanto quanto anormal. E, conforme eu ia me aproximando delas, pude ver que todos os meus amigos estavam aninhados em seus galhos bem como também notei que não se tratavam de árvores comuns, mas sim de Ents, os pastores anciãos.

Junto com eles, como uma espécie de aliado, havia um jovem elfo, vestido com roupas velhas e sujas. Ele se apresentou como protetor das florestas, e nos informou que devíamos nos apressar em achar abrigo ali, pois aquelas terras estavam sob um incansável ataque de orcs.

Sha kan perguntou a ele onde estávamos. A resposta do sujeito nos deixou um tanto quanto surpresos, pois segundo eles estávamos do outro lado das montanhas, em território de Netheril.

Antes que pudéssemos bombardear o elfo com mais perguntas, ele declarou sua posição de vantagem e perguntou quem de fato éramos nós e por qual motivo viemos do céu.

Quando comecei a falar, ele ficou nitidamente empolgado com a história, dizendo que dias antes, havia se deparado com um senhor, o qual lhe havia feito uma profecia, na qual ele nos encontraria exatamente daquela maneira, e que teríamos algo para ele, obviamente se referindo ao orbe.

Ele mostrou um cubo cheio de runas entalhadas, todas exatamente nos mesmos padrões que as runas da esfera, e no interior do cubo existia um espaço esférico com alguns encaixes. Ficava claro que ele queria que entregássemos o orbe para ele unir com a sua peça.

Contudo, quando perguntamos o que é que aconteceria quando ele o fizesse, o elfo não soube explicar, disse apenas que deveríamos tentar unir os dois artefatos para vermos o que aconteceria.

Tan e Sha, resolveram reunir nosso grupo para conversar sobre o assunto, enquanto eu fiquei ali debatendo com o jovem elfo. Eu até estava disposta a juntar o orbe e a caixa parar ver o que aconteceria, mas o resto do pessoal não concordou muito com a idéia, principalmente depois que ele disse que não nos entregaria a caixa, mas sim que era pra darmos o orbe a ele  e ele faria todos os arranjos.

Nós nos unimos e decidimos não entregar, contudo, logo que nos viramos para seguir ao outro lado, ele nos ameaçou dizendo que teria de tomar a força e comandou os ents para que nos atacassem.

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