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Arquivo para a categoria ‘Forgotten Realms’

Os Diários de Alysia Starcaller : XI

11/08/2011 2 comentários

Caderno 7, Dia 6 – Entrada 6

Todos eles estavam se preparando para o combate, mas como eu sabia que aquelas criaturas seriam mortais contra nosso grupo, eu tentei dialogar mais um pouco.

Estávamos nos preparando para uma morte certa quando eu olhei pra Sha e Tan, mesmo eles continuando sendo contra, eu entreguei a esfera para o druida.

Ele sorriu e no momento em que tocou o orbe, pude ver a ambição tomando conta de seus olhos, era óbvio que haviam lhe prometido algo, que lhe haviam dito mil coisas sobre a união do orbe com aquela caixa misteriosa.

O céu tornou-se mais escuro, os ventos se agitaram e todos os sons da natureza local foram ouvidos de uma única vez. Energias mágicas se espalharam por todo o local quando a caixa se desmontou em vários pedaços revelando o orbe pulsando em energia mágica, para logo explodir e sentirmos toda aquela energia escura entrando em nossas almas.

O jovem elfo saiu correndo dali mandando seus ents embora enquanto comemorava algo que não tínhamos idéia do que seria. Contudo, sua comemoração não durou mais do que alguns metros, pois tão logo ele deixou a zona da explosão, vários raios celestes o atingiram em cheio, restando nada além de pó mágico no local.

Deduzimos que deveríamos ficar ali e assistir o espetáculo até que a área da explosão mágica se desfizesse.

Nesse tempo, notamos que algo além estava acontecendo. A lua estava sendo coberta por uma sombra escura, Selune estava sendo tomada por Shar e teríamos que assistir aquilo tudo sem poder fazer nada.

Aquilo durou cerca de uma hora até que pudéssemos arriscar nos mover dali sem sermos destruídos por raios ou chamas, porém, quando Tan notou que poderíamos continuar, o resto do pessoal já estava dormindo e acabamos passando a noite por ali mesmo.

Caderno 7, Dia 23 – Entrada 1

Como eu normalmente fico menos tempo recuperando minhas forças que os outros, quando acordei vi que aquele eclipse ainda não tinha se encerrado, e que as coisas pareciam meio aceleradas fora do círculo. Era como se o tempo ali dentro passasse mais devagar.

Assim que todos estavam acordados e prontos, seguimos viagem sem acidentes, como Tan havia deduzido. E realmente estávamos certos, o tempo voltou a correr normalmente assim que deixamos o círculo e o eclipse continuava sem dar o menor sinal de mudança, tampouco o sol dava as caras, parecia que estávamos presos em uma noite eterna com a lua coberta pela luz negra de Shar.

Sha, com sua devoção à Selune, viu que em meio a escuridão que cobria a lua, algo estava diferente, parecia que a lua estava nos apontando uma direção e naquele momento a visão da casa antiga veio a nossas mentes. Dessa vez na mente de todos nós.

Era um sinal, uma indicação do caminho que devemos seguir.

Caminhamos por aquelas planícies por um dia inteiro, e no final ao encontrarmos um rio, tivemos uma cena inusitada. Encontramos um goblin o qual tentou negociar nossa passagem por ali com uma espécie de “pedágio”. Nessa hora Tordek sacou sua arma e correu gritando “Não negocio com goblins! Aaaaaaaargh!”

Porém a surpresa real não estava no goblin, mas sim nas criaturas que saíram do rio em seguida.

***

Os Diários de Alysia Starcaller : X

Caderno 7, Dia 6 – Entrada 5

 

Passando pelo portal, eu me deparei com nuvens e uma grandíssima altura me separando do chão, no entanto, eu não estava caindo, era como se estivesse sendo levada para o solo pelo orbe.

Instantes depois vi meus companheiros passando por mim, eles sim, em queda livre.

Abaixo de nós, as árvores se mexiam de uma maneira um tanto quanto anormal. E, conforme eu ia me aproximando delas, pude ver que todos os meus amigos estavam aninhados em seus galhos bem como também notei que não se tratavam de árvores comuns, mas sim de Ents, os pastores anciãos.

Junto com eles, como uma espécie de aliado, havia um jovem elfo, vestido com roupas velhas e sujas. Ele se apresentou como protetor das florestas, e nos informou que devíamos nos apressar em achar abrigo ali, pois aquelas terras estavam sob um incansável ataque de orcs.

Sha kan perguntou a ele onde estávamos. A resposta do sujeito nos deixou um tanto quanto surpresos, pois segundo eles estávamos do outro lado das montanhas, em território de Netheril.

Antes que pudéssemos bombardear o elfo com mais perguntas, ele declarou sua posição de vantagem e perguntou quem de fato éramos nós e por qual motivo viemos do céu.

Quando comecei a falar, ele ficou nitidamente empolgado com a história, dizendo que dias antes, havia se deparado com um senhor, o qual lhe havia feito uma profecia, na qual ele nos encontraria exatamente daquela maneira, e que teríamos algo para ele, obviamente se referindo ao orbe.

Ele mostrou um cubo cheio de runas entalhadas, todas exatamente nos mesmos padrões que as runas da esfera, e no interior do cubo existia um espaço esférico com alguns encaixes. Ficava claro que ele queria que entregássemos o orbe para ele unir com a sua peça.

Contudo, quando perguntamos o que é que aconteceria quando ele o fizesse, o elfo não soube explicar, disse apenas que deveríamos tentar unir os dois artefatos para vermos o que aconteceria.

Tan e Sha, resolveram reunir nosso grupo para conversar sobre o assunto, enquanto eu fiquei ali debatendo com o jovem elfo. Eu até estava disposta a juntar o orbe e a caixa parar ver o que aconteceria, mas o resto do pessoal não concordou muito com a idéia, principalmente depois que ele disse que não nos entregaria a caixa, mas sim que era pra darmos o orbe a ele  e ele faria todos os arranjos.

Nós nos unimos e decidimos não entregar, contudo, logo que nos viramos para seguir ao outro lado, ele nos ameaçou dizendo que teria de tomar a força e comandou os ents para que nos atacassem.

***

Os Diários de Alysia Starcaller : IX

Caderno 7, Dia 6 – Entrada 4

 

Seguimos em frente pelo corredor espremido, até que achamos passagem para uma sala um pouco maior, porém, logo que entrou na sala, Sha kan se deparou com alguns gnolls muito bem armados e nem um pouco amistosos.

O combate era inevitável, e para isso nos preparamos. Estávamos em uma área espremida, sem muitas chances de lutar abertamente e aproveitar cem por cento dos nossos recursos.

Tivemos que, as pressas, ajeitar-nos para que todos os homens de armas pudessem passar a frente e tomar conta dos flancos, pois em poucos segundos já havíamos notado que os inimigos estavam vindo tanto da direita quanto da esquerda dentro da sala.

O combate foi longo e brutal, muito sangue jorrava dos monstros e nossos aliados também sofreram, pois além da habilidade dos monstros, que atacavam aos montes, tivemos que nos preocupar com flechas que vinham do fundo do corredor.

Graças a proteção devotada de Sha kan, a astúcia e agilidade de Tan, os golpes certeiros de Kialay e a indispensável ajuda de Tordek e Vinator, pudemos vencer e nos recuperar das baixas em segurança.

Continuamos pelos longos corredores que se formavam por ali até que Sha kan avistou uma luz diferente, que vinha de uma sala a frente. Sugeri que apagássemos as tochas para tentarmos descobrir do que se tratava, e seguimos até o local.

Nossa curiosidade nos levou para mais uma armadilha, pois tal sala mais uma vez continham criaturas que estavam nos aguardando.

Eu me perguntava se haviam sido elas as causadoras das mortes na parte superior daquele lugar em plena floresta do rei.

Confesso que dessa vez não fiquei muito preocupada com os inimigos, pois já tínhamos derrotados alguns deles, mas isso só serviu para me deixar surpresa quando duas grandes lamas ocres surgiram dos cantos e começaram a nos atacar.

Enquanto Tordek e Sha kan tentavam assiduamente conter os ataques dos gnolls, Tan, Vinator e eu tentávamos nos livrar daquelas criaturas gosmentas, contudo, a cada golpe que nós desferíamos, a criatura ficava mais fraca até o ponto de ser dividida ao meio, tornando-se duas criaturas!

O combate se estendeu por algum tempo, mas não corremos nenhum risco de vida.

Ao terminar de eliminar os monstros, notamos que a luz estranha se tratava de uma espécie de portal que existia ali.

Ficamos ali por um tempo nos indagando se deveríamos entrar ali ou voltar, Vinator foi o primeiro a dizer que não entraria naquele lugar, pois não se sabe o que poderíamos encontrar do outro lado.

Eu notei que o orbe dos mil destinos estava pulsando dentro da minha bolsa, assim, o removi para ver o que estava acontecendo.

Contudo, assim que o coloquei sobre a base do portal, fui imediatamente puxada para dentro dele.

***

Os Diários de Alysia Starcaller : VIII

Caderno 7, Dia 6 – Entrada 2

 

Entramos no local e nos deparamos com mais cadáveres, todos fardados com a barda dos dragões púrpura. O local parecia ter sido construído as pressas, pois ainda restavam alguns andaimes e partes por fazer.

Em um dos cantos do local, havia uma espécie de elevador improvisado que nos levaria para uma parte embaixo da terra, talvez tivessem descoberto uma mina valiosa ali e estavam operando clandestinamente.

Decidimos descer e averiguar.

Foi tudo bem, distribuímos o peso para evitar complicações até que nosso recém colega Feowyn, o elfo com poderes curativos teve o azar da corda do elevador romper justo na sua vez. Por sorte eu estava preparada e rapidamente lancei minha magia Queda Suave sobre ele, para que não se machucasse. Tordek, que tinha ficado por último precisou amarrar sua corda e descer escalando.

Estando todos lá no fundo, Sha kan percebeu um vulto lá no alto, que desamarrou a corda e a jogou para baixo, evidentemente com a intenção de nos impedir de voltar. Ou pelo menos ganhar tempo.

Logo em seguida, ouvimos sons de batalha vindo lá do alto e nos surpreendemos quando Kyalai surgiu, amarrando a corda novamente e se junto a nós outra vez.

Ele disse que havia seguido pistas que Sha kan deixara em segredo pelo caminho, assim poderíamos nos encontrar novamente sem problemas.

Caderno 7, Dia 6 – Entrada 3

Seguindo pelos corredores escavados, chegamos a um lugar muito estreito para passarmos juntos, teríamos que nos espremer e passar um de cada vez, contudo, enquanto Sha-kan e Kyalai entravam pela passagem estreita, eu notei uns montes de terra que estavam em desigualdade com o resto do ambiente, rapidamente avisei Tan e Feowyn sobre isso, pois aquilo estava me dando arrepios.

Eles observaram os montes, mas acharam que era apenas uma terra recém mexida, sem nada de mais. Porém minha intuição me fez ir além e revirar um pouco daquela terra fofa.

Para a surpresa deles, haviam pessoas enterradas ali!

Tan, cético como sempre, fez menção para seguirmos em frente logo, pois estávamos demorando demais ali e a passagem era ruim de ser atravessada.

Mas eu fiz questão de questionar a nosso amigo Clérigo, se não existia nenhum tipo de ceita, culto ou ritual que mexesse com aquele tipo coisa.

E, sem ficar surpresa, o ouvimos dizer que era possível que existisse algo a mais naqueles corpos, embora ele não soubesse dizer o motivo.

Pedi a Vinator e Tordek para que me ajudassem a remover os corpos dali para um canto longe, onde eu os deixaria em chamas, só por segurança e seguimos a diante. No entanto, a seguir nos aguardava uma surpresa um tanto quanto complicada.

***

Os Diários de Alysia Starcaller : VII

Caderno 7, Dia 6 – Entrada 1

Até onde sabíamos, a floresta era um local protegido e particular da realeza, mas conseguimos adentrar facilmente, parecia até que nos esperavam ali.

Entretanto, ao chegar ao que parecia ser um forte construído as pressas, nos deparamos com alguns elfos que se diziam protetores do lugar.

O mais estranho é que fora da estrada, havia muitos corpos dos cavaleiros do dragão púrpura, o que certamente indicava que havia acontecido um combate feroz por ali não muito tempo antes.

Depois de tentarmos dialogar, os elfos dali fizeram questão de nos levar para os seus domínios e Sha disse que eles deviam entrar e pegar os prisioneiros, pois como estávamos preparados para isso, poderíamos nos defender.

E foi exatamente assim, quando um deles entrou na carroça que o combate deu início.

Um dos guerreiros que estavam conosco, o que se autodenominou “Vinator”, o destruidor pegou sua espada bastarda em meio as palhas no chão da carroça e desferiu um violento golpe no elfo que entrou, fazendo-o recuar para fora da carroça, mas mesmo assim sem chance de sobreviver, pois logo em seguida o anão Tordek, empunhando seu poderoso machado de guerra, não teve medo de se expor e com uma ira tremenda praticamente partiu nosso inimigo ao meio.

Percebendo o problema que iríamos enfrentar em seguida, eu tratei de me abaixar e ficar quieta no chão da carroça, pois minha intuição me dizia que havia mais inimigos ali do que aqueles três que nos abordaram.

E eu estava certa, logo em seguida fomos bombardeados por várias flechas vindas do alto das árvores enquanto aquele que parecia ser um druida gritou “arqueiros!”, pena que era tarde.

Tan descarregava sua besta fazendo floreios ardilosos enquanto Sha, tentava proteger Vinator e Tordek, que ficaram expostos após tratarem de cuidar dos elfos guerreiros que estava no solo.

De dentro da carroça, eu disparei muitos mísseis mágicos, em todas as direções e graças ao nosso trabalho em conjunto e às curas precisas de Feowyn, um elfo que eu deduzi ser um bom clérigo, pudemos dar conta do combate sem nenhuma baixa.

Agora só nos resta saber o motivo deles estarem aqui, de terem nos atacado e que lugar é esse afinal.

***

Os Diários de Alysia Starcaller : VI

Caderno 7, Dia 5 – Entrada 1

Tendo seus próprios problemas para resolver, Kialay ficou em sua casa enquanto seguimos viagem, comentou que assim que pudesse, iria atrás de nosso rastro novamente.

E assim partimos novamente, com o grupo agora contando apenas com Tan, Sha kan e eu.

Caderno 7, Dia 5 – Entrada 2

Viemos pela estrada um bom caminho, e quando estava perto do anoitecer, avistamos uma carruagem vindo ao longe. Sha kan notou que as bandeiras na lateral do veículo eram do reino, o que nos deixou apreensivos. Afinal, o que eles estariam fazendo por aqui?

Tentamos nos esconder para evitar confusão. Sha kan e Tan de um lado da rua e eu fiquei do outro, pois tinha achado uma pedra alta ali e não tínhamos muito tempo. Contudo, no momento em que a charrete se aproximou, a boa pedra que eu estava usando de esconderijo era na verdade terra seca, e quando eu me recostei, ela se desfez e eu acabei me revelando.

Fato que fez com que a charrete parasse e começasse a me interrogar.

Pudemos ouvir vozes que vinham de trás deles e logo percebemos que se tratava de uma carroça de prisioneiros.

Uma voz alta podia ser ouvida de dentro da cela, e Sha kan a reconheceu como sendo de seu mestre.

Depois de tentarmos algum diálogo com aquelas pessoas, notamos que os prisioneiros eram na verdade reféns capturados.

E rapidamente agimos para impedi-los. Tan disparou um virote de sua besta contra o condutor da carroça no momento em que ele saiu correndo.

E logo após tentar nos subornar com dinheiro, o lacaio drow que estava com ele dizendo ser apenas um caronista tentou escapar para as árvores, mas eu o abati com meus mísseis mágicos.

Enquanto esses eventos se desenrolavam, os prisioneiros foram soltos e a maioria deles fugiu. Restando ali alguns guerreiros que decidiram nos seguir para tentar descobrir qual o motivo de estarem presos, segundo eles, haviam sido capturados pelo próprio reino. E por motivos ridículos, como falar muito alto depois que o sol se pôs ou jogar pedras no rio.

Em meio às posses do condutor, Tan encontrou uma carta que dizia o local onde os prisioneiros deveriam ser entregues. O mestre de Sha kan, resolveu voltar para casa, enquanto nós três com a ajuda dos homens que ali ficaram, iríamos seguir as pistas e ver como isso se desenrolaria.

Assim sendo, deixamos Sha kan e Tan como os condutores enquanto eu e os outros três homens nos sentamos fingindo sermos prisioneiros. Chegando a Arabel, meus companheiros desceram para obter mais informações na taverna local.

Enquanto eles estavam ausentes, uma presença se aproximou depois de olhar e mexer nas coisas da carroça, perguntou onde estavam os responsáveis e de onde estávamos vindo, saindo rapidamente logo que eu respondi.

Quando Sha e Tan voltaram, Tan encontrou uma nota que o homem misterioso deixou no banco da frente, com um mapa dizendo para onde deveríamos ser levados na nossa condição de prisioneiros.

O local indicava a Floresta do Rei. E foi para lá que seguimos assim que o dia nasceu novamente.

***

Os Diários de Alysia Starcaller : V

08/07/2011 2 comentários

Caderno 7, Dia 4 – Entrada 5

 

No caminho de volta para Myth Drannor, resolvemos definir como faríamos para conversar com o clérigo local sobre o orbe artefato que encontramos.

Mas eu achei que seria prudente não entrarmos com o item na cidade, pois existem vários métodos para se encontrar coisas assim. Então resolvemos que Sha kan e Kialay seguiriam devolta para Ashabenford, levando o orbe com eles até a casa de Kialay, enquanto eu e Tam, por ter certo parentesco com os elfos, iríamos a cidade em busca de uma historia mais concreta.

Nos portões da cidade, os guardas perguntaram o motivo dos nossos outros dois aliados estarem indo embora enquanto nós dois regressaríamos para dentro dos domínios Eladrins. Eu respondi rapidamente que o contrato com eles havia encerrado, pois eu só tinha dinheiro para pagar por alguns dias de viagem e este encerrara naquela tarde e Tam tinha motivos para ficar por ali comigo e não quis ir embora.

Com os guardas, obtivemos a informação de onde encontraríamos um clérigo devoto de Selune e fomos diretamente ao seu templo para conseguir saber mais sobre o tal orbe. Porém ele nos contou a mesma coisa que deduzimos ao ver os desenhos na parede da escada lá, só com que com alguns detalhes a mais.

Eu estranhei quando ele começou a me fazer muitas perguntas e a insistir se nós tínhamos encontrado algo lá, mas mesmo assim, saí dali achando que não o tinha deixado saber que estávamos com o orbe.

Tam e eu tomamos a estrada novamente para alcançarmos nossos companheiros, precisávamos fazer isso ainda antes do anoitecer, afinal não queríamos acampar naquelas florestas separados do resto do grupo.

Quando encontramos Sha kan e Kialay, expliquei a eles o que o senhor lá havia me contado e, sem novidades, decidimos passar a noite por aqui mesmo.

Dessa vez eu fiquei com o primeiro turno da guarda enquanto meus companheiros descansam.

Caderno 7, Dia 4 – Entrada 6

 

No meio do meu turno eu escutei alguns sons na floresta e acordei o pessoal. Contudo, parecia ter sido apenas um animal ao primeiro momento, mas como fiquei desconfiada (meus instintos nunca erram), sugeri que disfarçássemos um sono.

Cada um foi deitando devagar, um de cada vez, e iriam fingir que estavam dormindo enquanto eu usei meu passo feérico para subir até o alto de uma das árvores ali perto e esperar.

Depois de algum tempo, ao olhar para baixo, notei que tinha uma pessoa ali, que furtivamente mexia nas nossas coisas. Nesse momento eu imaginei que se tratava de alguém de Myth Drannor.

Saltei de cima da árvore e todo mundo levantou de imediato, surpreendendo o eladrin.

Ele trajava roupas finíssimas e estava equipado com alguns itens que pareciam ser raros. Suas armas eram obviamente poderosas e tudo indicava que não teríamos chances em uma batalha, mesmo sendo quatro contra um, mas ele queria o orbe e nós não estávamos dispostos a entregar.

Afinal, se depois de tantos anos, nenhum deles tivera capacidade para encontrar, deve ser por algum motivo especial.

Ele fez um deboche quando Sha kan disse que o orbe era nosso por que a própria Selune teria nos escolhido para recebê-lo e quando afirmei com convicção que não iríamos entregar ele gritou algo como: “Então quero ver Selune lhes proteger disso!” e lançou sua arma contra a minha cabeça.

Eu fechei os olhos e apenas ouvi o som da espada caindo no chão logo após ter parado em frente a minha testa.

O eladrin pediu a sua espada e eu a devolvi pedindo para que ele não nos incomodasse mais.

Ele fez uma “meia” menção com a cabeça e deu de ombros, saindo.

Agora poderíamos dormir para partir a Ashabenford novamente pela manhã do outro dia.

***

Os Diários de Alysia Starcaller : IV

Caderno 7, Dia 4 – Entrada 4

A tarde de hoje foi complicadíssima.

Encontramos a tal ruína que nos mencionaram em Myth Drannor. Porém algo ali estava totalmente estranho. Havia uma porta fora do comum. Levando em conta que o local, que parecia ser um antigo templo, estava todo em ruínas, coberto por vinhas e musgo. Encontramos ali (todos nós, não foi um delírio meu) uma porta maior feita de prata pura. Tam chegou a fazer uma piada dizendo: “achamos nosso artefato valioso. Uma grande porta de prata. Realmente, deve valer uma fortuna isso daí!”

Contudo, algo me dizia que estávamos sendo guiados até ali, tinha uma força maior por trás de tudo isso.

Foi Sha kan que, enquanto eu tocava e apreciava os desenhos da porta, pronunciou exatamente as palavras do meu sonho (notei que ele, ou até mesmo eles, deviam ter tido o mesmo sonho. O que me fez ter certeza de que estávamos sendo guiados.) e a porta se abriu revelando um corredor que acabava numa aparente sala escura.

Depois alguma apreensão, entramos na sala e vimos que havia algumas portas espalhadas por ali, Shakan acendeu uma tocha pra ajudar a iluminar, como a sala era grande, o feitiço de luz que coloquei em meu orbe não dava conta de iluminar todo o interior.

Tam foi o primeiro a suspeitar do lugar, todos nós tentamos ouvir se havia algum som atrás daquelas portas, mas só obtivemos silêncio. O que nos levou a concluir que não tinha muito perigo por ali.

Contudo, no momento em que Tam mexeu na maçaneta da porta em que estava, foi atingido por um raio de energia que saiu de olhos desenhados na parte de cima da parede que só naquele momento fomos reparar que estavam ali.

Os olhos se mexiam aleatoriamente, o que nos custou mais uns dois ou três raios até entendermos a lógica para conseguir abrir as portas.

Ao abrir a porta, nos deparamos com um corredor longo e estreito, só passaria uma pessoa por vez. Sha kan foi o primeiro, seguido por Kialay, e na metade do corredor ele teve que dar um salto com grande habilidade para não despencar em um buraco que se abriu quando parte do chão despencou. Todos nós saltamos o buraco sem problemas, porém, enquanto eu olhava para ver se Tam pularia sem problemas, Sha kan e Kialay entraram na sala do final do corredor com uns gritos e fazendo barulhos que apreciam que tinham sacado suas armas.

Em questão de segundos, eu e Tam também estávamos na sala, mas não vimos lá nada além de dois corpos apodrecidos largados no chão e nossos amigos um em frente a cada corpo daqueles.

Quando eu perguntei o que tinha acontecido ali, eles só me falaram que os corpos se lançaram nas suas direções, mas que com apenas um corte de cada, eles despencaram ao chão.

Naquela sala havia várias coisas curiosas. Uma espada que foi julgada por Sha kan e Kialay como uma obra prima, muito bem feita e com um ótimo balanço, eles decidiram que a espada ficaria com Sha.

Nas paredes havia tochas de fogo azul que iluminavam o local. E duas grandes colunas uma delas com o desenho de uma lua em baixo relevo enquanto na outra tinha o desenho de um sol, também em baixo relevo.

Conversamos ali durante alguns minutos e eu tive a idéia de iluminar os símbolos com as tochas, um com a tocha de luz azul e o outro com a tocha normal.

Acabou dando certo e uma porta se abriu em uma das grandes colunas com uma escada que enviava para baixo.

No entanto, assim que começamos a descer, as escadas mexeram e se tornaram uma rampa lisa e deslizamos para baixo de encontro a algumas estacas. Isso causara alguns ferimentos em todos nós, mas nada sério. O que encontramos lá embaixo era muito mais valioso.

Dentro de uma valise mágica, feita com um ritual de transporte, eu encontrei o que seria o tal artefato mágico.

Tratava-se de um orbe com o símbolo de Selune gravado na sua superfície com o símbolo de Shar gravado no lado oposto e brilhava forte.

Enquanto eu contemplava a beleza da esfera, Sha kan falou as palavras do sonho novamente fazendo com que o orbe se abrisse e revelasse um portal para o que parecia ser um lugar muito hostil, tomado por chamas e vendavais flamejantes.

Concluímos que a força do item vinha da lua e para cada vez que usássemos ele, iríamos ter que recarregá-lo com o luar.

Notamos que erramos o enigma da sala anterior, pois ali havia uma escadaria sem estacas que dava diretamente onde ficaria a outra coluna e, ao subir os degraus, notamos que havia um conto em forma de desenhos gravado na parede.

Nesse conto, percebi que o orbe foi dado aos seus adoradores pela própria Selune, porém durante o ritual de agradecimento alguma outra força, que eu acredito ser Shar, tomou posse do presente da deusa da lua e o “corrompeu” com seu lado obscuro.

De qualquer maneira, resolvemos que voltaríamos para Myth Drannor tentar conseguir mais informações com algum clérigo local.

***

Os Diários de Alysia Starcaller : III

Caderno 7, Dia 3 – Entrada 2

A viagem seguiu sem maiores eventos ou curiosidades até chegarmos a Ashabenford.

Usamos a hospitalidade local para conseguirmos mais provisões e informações sobre como chegaríamos a Myth Drannor, pois a cidade fica no meio da floresta e não tínhamos idéia de como faríamos pra encontrá-la. Tendo uma base de por onde começar a seguir facilitou muito as coisas. Em seguida resolvemos ir para a casa de Kyalai, a qual ficava nos arredores da cidade um pouco isolada, porém segura no meio da floresta.

Caderno 7, Dia 4 – Entrada 1

Essa noite tive um sonho estranho, com a lua e enquanto eu vislumbrava sua beleza, podia ver um par de olhos nela e uma frase que se repetia em minha cabeça. Por algum motivo eu não parava de pensar em Selune. Será que isso quer dizer algo?

Caderno 7, Dia 4 – Entrada 2

Depois de encontrar e explicar a situação para alguns guardas no meio da estrada, encontramos a trilha que nos trouxe até aqui. A famosa Myth Drannor, exatamente como eu sonhava, toda mágica.

Caderno 7, Dia 4 – Entrada 3

A hospitalidade dos Eladrins daqui não é exatamente como eu ouvi falar. Extremamente xenófobos, eles deixaram meus companheiros se sentindo em mau estado e os obrigaram a deixar suas coisas na entrada.

Mesmo não estando incluída nesse tratamento mais “hostil”, digamos assim, eu também deixei as minhas coisas junto com as deles, para que eles não se sentissem ofendidos pela precaução da minha raça.

Andando pela cidade, muito silenciosa diga-se de passagem, acabamos conseguindo a informação de onde ficavam as ruínas dentro da floresta onde poderia estar o tal artefato do qual ficamos sabendo em Suzail.

Além disso, também pude ganhar um pouco da confiança de alguns dos guardas da entrada que usamos, para podermos voltar mais tarde e passar a noite.

Logo vamos seguir para procurar as ruínas.

***

Os Diários de Alysia Starcaller : II

Caderno 7, Dia 2 – Entrada 1

 

Acordei bem cedo e vim até aqui. Combinamos de nos encontrar nessa praça novamente. Contudo são dois humanos e um genasi, os humanos eu já conheço por não serem muito pontuais, o tal genasi não deve ser diferente. Vamos esperar para ver quanto tempo eles ainda levam. Por hora, posso aproveitar o cheiro da alvorada e o ar matutino enquanto aprecio as cores do céu da noite que se vai e abre alas para o novo amanhecer.

Caderno 7, Dia 2 – Entrada 2

 

Eles demoraram, mas chegaram. Juntamos as coisas, e depois de algum tempo conversando, resolvemos vir a pé até aqui. Pegamos a estrada mais fácil, mesmo os guardas dando-nos mil alertas de que seria perigoso.

Com um grupo desses, onde notei que todos sabem lutar, acho difícil algum perigo nos ameaçar por ali, além do mais, as estradas principais costumam ser mais seguras por aquela parte do reino, pelo que eu ouvi falar.

Caminhamos calmamente, conhecendo os locais e aproveitando a viagem para conhecer melhor uns aos outros.

Sha Kam (descobri hoje que o nome dele se escreve sem o traço. Como só entendo a língua comum além do élfico, posso cometer alguns errinhos desse tipo.) é um aprendiz daqueles chamados de Lâmina Arcana, que passam por um treino rigoroso e acabam tornando suas espadas parte de si próprios com ajuda de magia. Sem dúvida um processo curioso e interessante.

Tam é um errante. Nunca falou muito de si e se reservava o direito de viajar em silêncio. O guerreiro Aylen (ou Kaylen, por algum motivo não consigo memorizar o nome do rapaz) se revelou um bom moço a serviço da sua cidade Ashabenford, com algumas habilidades e conhecimentos das matas.

A noite se aproximava e resolvemos sair um pouco da estrada para acampar e comer algo.

Caderno 7, Dia 3 – Entrada 1

Ontem a noite foi anormal. Como eu durmo menos que todos, decidimos que eles dividiriam as quatro primeiras horas de guarda e eu ficaria com o resto. Assim deitei dormir sossegada.

Entretanto, certo tempo depois, despertei com uma criatura me acertando uma facada na perna!

Eu levantei assustada, peguei meu orbe e a única coisa em que consegui pensar de imediato foi em acertar o monstro na cabeça para poder sair dali.

Nesse momento vi que todos nós fomos surpreendidos por um bando de goblins. Que diabos Sha kam estava fazendo na guarda que não os notou?!

Enfim. Usei meu passo feérico para sair rapidamente do cerco, assim eu pude visualizar melhor o campo de batalha e poder lançar minhas magias. Novamente meus mísseis mágicos puderam distrair o alvo enquanto minha orbe energética os abatia. Novamente vi Tam se espreitando pelas laterais para conseguir vantagem sobre os inimigos atacando-os pelos flancos. Sha kam tem uma habilidade excelente em manter os inimigo com a atenção em cima dele fazendo uso de chamas e golpes virtuosos. Aylen é sutil, não fala nada, mas mostrou ter armas mortais nas mãos depois que a surpresa inicial do ataque passou.

Acabou que fora o descuido de nosso vigia, a luta foi fácil e retomamos os planos iniciais para descansarmos e seguir o resto da viagem no outro dia.

***

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