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Archive for the ‘Moiro Trovante’ Category

Vôo Derradeiro – The Fallen Poetry

07/03/2009 3 comentários

Brilhante como o Sol! Quente como o Fogo!
Úmido como a Chuva! Verde como as Folhas!
A vida é um jogo…
Fizemos nossas escolhas. 

Estrelas sobre nós… Brilha Lua, brilha!
Mesmo sozinhos não estamos sós!!
Tudo é beleza! Maravilha!

 

Você pode tocar a raiz que nos alimenta?
Você pode ouvir as palavras que o vento diz?
Você consegue sentir a música em movimento?
Você consegue sentir-se vivo hoje?!? 

Você pode sentir o que vive!
Você pode sentir a vida!
Você pode sentir-se vivo!


Você pode se alimentar dessa raiz!
Você pode ouvir as vozes do vento!
Sinta a música e o movimento!!
Você pode sentir-se vivo hoje!!!

Você pode?

Sinta-se!


Alto como uma árvore! Vasto como nos campos o capim!
Eternamente!! Livre como o vento! Sim… Sim!


Nada a ganhar ou perder!
Basta correr! Selvagem!!
Selvagem correr! Correr!! 

 

 

Apenas as árvores e eu! Abelhas e flores…
Árvores, abelhas e flores. Uma lição para vós
Singelas abelhas e flores. Apenas as árvores e nós!

 

MoiroTrovante nas asas de Mardoll – Cornudo Pássaro Doirado-Prateado – Voltando a voar!
E pelo que faz pensar a decrepta aparência do velho trovador do Além-Mar é de se imaginar que há de ser este o vôo derradeiro…


“Passa a voz, fica a poesia, fica a arte dos poetas”

 

 

 

O Homem cairá com o crepúsculo… Pena Khali.
Mas há ainda um mistério sob as plumas de Mardoll…

 

 

 

Vana Vana dzjo Dea
La Vana do aribedibeda
Vana Vana dzjo Dea
La Vana do aribeda

Falledal do
Falledal Dea
Falledal do
Falledal da

Fallendaldo
Falledaldea
Ya Vana Dea ribeda

 

 

 

Etrezomp-ni-Kelted

The Wyld Hunt
The Raven

A lenda de Irôko

03/01/2009 4 comentários

Histórias do Moiro para se contar em volta da fogueira…

No começo dos tempos, as primeiras árvores plantadas foram os Irôkos, Na mais velha das árvores de Irôko, morava seu espírito, e o espírito de Irôko era capaz de muitas mágicas e magias…
Irôko divertia-se assombrando os outros… À noite saia com uma tocha na mão, assustando os caçadores… E quando não tinha o que fazer ficava a brincar com as pedras que guardava nos ocos de seu tronco.
Fazia muitas mágicas, para o bem ou para o mal. Todos temiam Irôko e seus poderes…
Quem o olhasse de frente, nos olhos, enlouquecia e podia até morrer de medo. 

Numa certa época, logo após a grande guerra das trevas, nenhuma das mulheres das aldeias engravidava… Já não havia crianças pequenas no povoado e todos estavam desesperados.
Foi então que as mulheres tiveram a idéia de recorrer aos mágicos poderes de Irôko. Juntaram-se em círculo ao redor da árvore sagrada, tendo o cuidado de manter as costas voltadas para o tronco, Não ousavam olhar para a grande planta face a face, suplicaram a Irôko, pediram a ele que lhes desse filhos…

Já esperto e ligeiro ao lidar com o espírito humano Irôko quis logo saber o que teria em troca. As mulheres eram, em sua maioria, esposas de lavradores, e prometeram a Iroko o que tinham aa oferecer no momento: milho, inhame, frutas, etc… Cada uma prometia o que o marido tinha para dar.

Uma das suplicantes, chamada Olurombi, era a mulher do entalhador e seu marido não tinha nada daquilo para oferecer… Olurombi não sabia o que fazer e, no desespero, prometeu dar a Irôko o primeiro filho que tivesse…

Nove meses depois a aldeia alegrou-se com o choro de muitos recém-nascidos. As jovens mães, felizes e gratas, foram levar a Irôko suas prendas. Em torno do tronco de Irôko depositaram suas oferendas. Assim Irôko recebeu milho, inhame, frutas, etc…

Olurombi contou toda a história ao marido, mas não pôde cumprir sua promessa. Ela e o marido, naturalmente, apegaram-se demais ao menino prometido.
No dia da oferenda, Olurombi ficou de longe, segurando nos braços trêmulos, temerosa, o filhinho tão querido… E o tempo passou… Olurombi mantinha a criança longe da árvore e, assim, o menino crescia forte e sadio.
Mas um belo dia, passava Olurombi pelas imediações do Irôko, entretida que estava, vindo do mercado, quando, no meio da estrada, bem na sua frente, saltou o temível espírito da árvore.

Disse Irôko: “Tu me prometeste o menino e não cumpriste a palavra dada. Transformo-te então num pássaro, para que vivas sempre aprisionada em minha copa.”
E transformou Olurombi num pássaro e ele voou para a copa de Irôko para ali viver para sempre.

Olurombi nunca voltou para casa, e o entalhador a procurou, em vão, por toda parte… Ele mantinha o menino em casa, longe de todos.
Todos os que passavam perto da árvore ouviam um pássaro que cantava o nome de cada oferenda feita a Irôko… Até que um dia, quando o artesão passava perto dali, ele próprio escutou
o tal pássaro, que cantava assim:

“…A que prometeu frutas trouxe as frutas… A que prometeu inhames trouxe os inhames… A que prometeu milho de o milho… Só não cumpriu a palavra a que prometeu o filho…”

Sim, só podia ser Olurombi, enfeitiçada por Irôko, ele pensou.

Ele tinha que salvar sua mulher! Mas como, se amava tanto seu pequeno filho? Ele pensou e pensou e pensou e teve uma grande idéia. Foi à floresta, escolheu o mais belo lenho de Irôko, levou-o para casa e começou a entalhar. Da madeira entalhada fez uma cópia do rebento, o mais perfeito boneco que jamais havia esculpido. O fez com os doces traços do filho, sempre alegre, sempre sorridente. Depois poliu e pintou o boneco com esmero, preparando-o com a água perfumada de ervas sagradas. Vestiu a figura de pau com as melhores roupas do menino e a enfeitou com ricas jóias de família e raros adornos. Quando pronto, ele levou o menino de pau para Irôko e o depositou aos pés da árvore sagrada.
Irôko gostou muito do presente. Era o menino que ele tanto esperava! E o menino sorria sempre, passava a sensação de alegria. Irôko apreciou sobremaneira o fato de que ele jamais se assustava quando seus olhos se cruzavam… Não fugia dele como os demais mortais, não gritava de pavor e nem lhe dava as costas com medo de o olhar de frente.
Irôko estava feliz. Embalando a criança, seu pequeno menino de pau, batia os pés no chão e cantava animadamente.

Tendo sido paga, enfim, a antiga promessa, Irôko devolveu a Olurombi a forma de mulher. Aliviada e feliz, ela voltou para casa, voltou para o marido artesão e para o filho, já crescido e enfim libertado da promessa.

Alguns dias depois, os três levaram para Irôko muitas oferendas. Levaram espigas de milho, inhame, frutas, laços de tecido de estampas coloridas para adornar o tronco da árvore. Eram presentes oferecidos por todos os membros da aldeia, felizes e contentes com o retorno de Olurombi.

Até hoje todos levam oferendas a Irôko.

Porque Irôko dá o que as pessoas pedem.

E todos dão para Irôko o prometido…

Senão…

 

Retirado de: conto 79 do livro Mitologia dos Orixás de Reginaldo Prandi

Mérien… Mérien… Mérien… Mérien…

03/01/2009 4 comentários

 

Pouco se sabe da verdade do trovador que cá voz traz segredos esquecidos nas brumas do passado…
Contam e cantam os clérigos de Mérien que pelas areias do tempo Moiro Trovante foi chamado por sua mestra ao círculo das Deusas onde em maravilhosa canção tocou o coração imortal da Grande Mérien

És uma senhora tão bonita
Quanto o canto do teu filho
Mérien Mérien Mérien Mérien

Vou te fazer um pedido

Mérien Mérien Mérien Mérien

Compositora dos destinos
Tambor de todos os ritmos

Mérien Mérien Mérien Mérien

Entro num acordo contigo

Mérien Mérine Mérien Mérien

Por seres tão inventiva
De pareceres contínuos
Mérien Mérien Mérien Mérien

És uma das deusas mais lindas

Mérien Mérien Mérien Mérien

Que sejas ‘inda mais viva
No som do meu estribilho

Mérien Mérien Mérien Mérien

Ouve bem o que te digo
Mérien Mérien Mérien Mérien

Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
Mérien Mérien Mérien Mérien
Quando o tempo for propício
Mérien Mérien Mérien Mérien

De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido
Mérien Mérien Mérien Mérien
E eu espalhe benefícios

Mérien Mérien Mérien Mérien

O que usaremos p’ra isso
Fica guardado em sigilo

Mérien Mérien Mérien Mérien
Apenas com “tigo” e “migo”

Mérien Mérien Mérien Mérien

E quando eu tiver saído
Para fora do teu círculo
Mérien Mérien Mérien Mérien
Não serei nem terás sido
Mérien Mérien Mérien Mérien

Ainda assim acredito

Ser possível reunirmo-nos

Mérien Mérien Mérien Mérien
Num outro nível de vínculo

Mérien Mérien Mérien Mérien

Portanto peço-te aquilo
E te ofereço elogios

Mérien Mérien Mérien Mérien
Nas rimas do meu estilo

Mérien Mérien Mérien Mérien

Tendo agradado a senhora do tempo, com as bênçãos de Mérien e suas irmãs, O Trovador Do Além-Mar ganha o dom de percorrer as areias do tempo colecionando segredos antigos e sempre cantando em honra as Deusas irmãs da criação para que estas sejam lembradas por seus amados filhos…
E este não é um pacto de controle do tempo como o da Deusa com seus clérigos… Nem um truque perigoso como aprendeu a usar Soreno – O Mago do Tempo de terrível destino incerto – O Bardo ganha da própria Mérien um presente, a dádiva de viajar entre os mundos e areias dos tempos…

A inspiração do bardo vem da vivência.

Cântico Lunar

08/12/2008 3 comentários


Nas noites de plenilúnio, em que uma doce loucura parece tomar conta de todas as criaturas, elas reunem-se em clareiras e arvoredos para traçar o círculo sagrado e chamar o poder!

Inspirado, O Trovante, é convidado à celebração e, entre danças e festa, batucando, ofereçe à Irmã Lua uma simples e bonita canção…

Para minha Mãe Divina, com sua graça e proteção 

Lua, Irmã Lua
Brilhando no Céu
Sempre Assim Tão Bela
Enreda-me em Seu Véu
( O )
Lua, Irmã Lua
Brilhando no Céu
Sempre Assim tão Bela
Enreda-me em Seu Véu


Lua, Irmã Lua
Lua Crescente
Deixa Florescer
O Sorriso Inocente
( O )
Lua, Irmã Lua
Lua Donzela
Vem fazer folia
Na beira da janela


Lua, Irmã Lua
Lua Cheia
Deusa da Lua
Teu Brilho Me Incendeia
( O )
Lua, Irmã Lua
Lua de Prata
Derrama Bênçãos Plenas
No Coração da Mata

Lua, Irmã Lua
Lua Mingüante
Fortaleça a Fé
Abençoe o Caminhante
( O )
Lua, Irmã Lua
Lua Anciã
Cura minhas chagas
Desperta o amanhã


Lua, Irmã Lua
Lua Nova Lua
Que a Graça Seja Nossa
Que a Glória Seja Tua
( O )
Lua, Irmã Lua
Negra Lua Sombria
Vem dançar em mim
Que logo a noite será dia…

Lua, Irmã Lua
Brilhando no Céu
Sempre Assim Tão Bela
Enreda-me em Seu Véu
( O )
Lua, Irmã Lua
Brilhando no Céu
Sempre Assim tão Bela
Enreda-me em Seu Véu



Especialmente para Chris!(e praticantes do Johrei)… Anaxilê(e os filhos dos Orixás), Meu povo pagão, especialmente Elita(Nossa Cigana Bruxa Verde)! 

Com toques de encantaria cigana… =)

A magia dos ciganos está na sua liberdade plena e grande alegria na comemoração dos momentos alegres do viver… Salve Ciganos!!



“Moon, sister moon
Shining so high
Smile down upon me
Full face in the sky. 

Moon, sister moon
With your silver glow
Whisper your secrets
Tell me what you know.”


(Spiral Rhythm)


 

Para toda à Paganada, Bruxos e Bruxas, Druidas e Bardos e Xamãs e Feiticeiras, Ciganas e Curandeiros… E também todos os RPGistas que possam admirar a cultura, a espiritualidade e os mitos e lendas pagãos.




“Horned maiden huntress, Artemis, Artemis,
New moon, come to us.
Silver shining wheel of radiance, radiance, Mother, come to us.
Honored queen of wisdom, Hecate, Hecate,
Old one, come to us.”

 

E à todos os amantes da Lua!

 

Que a jóia da Deusa possa alumiar nossos caminhos!
 

 

( O ) * Hagal * ( O )
!MOIRO TROVANTE!

Adjanyn 

 

Hino Humano

05/09/2008 2 comentários

Hino Humano 

DA RUÍNA DOS GRANDES LAGARTOS
MUITO ANTES DO BEM E DO MAL
OPRIMIDO ENTRE O MEDO DA MORTE E A FOME
NASCI HOMEM NO REINO ANIMAL

CONTRA OS FRIOS TERRORES DA NOITE
CONTRA OS LOBOS E AS FERAS SEM NOME
COM A PEDRA E O FOGO ERGUI O ORGULHOSO
E IMBATÍVEL IMPÉRIO DO HOMEM

ERAM TEMPOS DE DEUSES E DANÇAS
INOCÊNCIA E CONTEMPLAÇÃO
ERAM TEMPOS DE FORÇA E ABUNDÂNCIA
NO REINO DO HOMEM SENHOR DA RAZÃO

E NOS MARES DE ABISMOS PROFUNDOS
NAS MONTANHAS E ENTRANHAS DA TERRA
DESCOBRI O BEM O MAL O OURO O SAL
O MEL A CAL A PAZ A GUERRA

NESSA ESTRADA ENTRE O CÉU E O INFERNO
QUE SE CHAMA VONTADE HUMANA
CAMINHEI ATÉ AQUI, MINHA HISTÓRIA ESCREVI
PORCELANA ESCULPIDA NA LAMA

E ATÉ HOJE CAMINHO NO ESCURO
PROCURANDO A MENSAGEM ESCONDIDA
NA BELEZA ÁVIDA DA VIDA
DÁDIVA E FERIDA

O MISTÉRIO DA CONDIÇÃO HUMANA

HINO HUMANO
INUMANO

 

Dança Espiral das Bruxas

31/08/2008 3 comentários

Entoa uma canção sagrada ao som do tambor, dançando com as bruxas de Arienrod, o Trovante canta em ritmo de prece.

 


Dança Espiral


Evoco as forças do da Terra e da Lua do Céu e do Sol

Chamo a mim a essência da terra e da água, do fogo e do ar

O Espírito d’àqueles que já se foram e dos que ainda virão


A Deusa da Criação e o Deus Fertilizador

Vem irmão, só nos cabe o Amor

 

 



Venha e dance comigo

Sinta, criança… Dance!

Vem dançar amigo…

Na dança da vida. Encante!

 


Através da noite. Diante das fogueiras

Ouça e deixe-se levar pela beleza desse som

Vamos dançar vestidos de céu, sem barreiras

Sem leis além do amor… Não perca o ritmo, dance no tom


Vamos atender o chamado do Mar.

Folhas bailando, descendo o rio

Vamos! Dançando, aprender a amar.

Sobre nossa pele o beijo, arrepio…


Vamos! Livres, no movimento do vento

Sejamos o pólen, o verde, a seiva sagrada, acalento

Sempre dance e a harmonia do tambor será alento


Da árvore anciã somos as folhas mais altas… Humanidade

No campo… Na cidade… O vento sopra… Liberdade!


Eu Sou Você É Nós Somos Um

Confiança e Amor Perfeito

Seja Divindade Comum

 

 

 

 


Vem ouvir essa canção, Sinta com meu coração

Dá-me a Bênção cá como Plenamente Abenço-o já!

 

!MOIRO TROVANTE!

( O ) *Hagal* ( O )

17/08/2008

 

 

O Canto das Três Raças

16/07/2008 2 comentários

Toca o Trovante seu mágico tambor enquanto entoam as ciganas em círculos dançando…

[Ô ô ô ôÔ ô ô ô]

 

 

 

Será que ninguém ouviu o soluçar de dor?
Que por toda a Khali retumbou…
*
Profundo lamento das deusas antigas
Desde que tais energias primordiais
Pelos seus filhos foram esquecidas
*
Três raças em Gaia vivenciaram o terror
Uma triste canção o bardo cantou…
*

Nas profundezas da terra nasceram os Devas
Nessas criaturas prematuras o Mal se refugiou…
*
Tudo em Khali experimentava a Ascensão
Espalhando desejos de sempre mais
A ganância acordara o mal na terra e no coração
*

Ficou conhecida como ‘A Guerra das Trevas’
Através da desunião das três raças a escuridão reinou…
*
Fora o começo da luta contra os deuses inconfidentes
E vitoriosos eles foram enquanto seu reinado durou
Salve os inspirados heróis que quebraram as correntes
Em estrelas selaram as serpentes. Mas nada adiantou
*
Canto de vitória que devia ser um canto de alegria
Mas por muito tempo entoado em desarmonia
Se perde na Memória e ressoa apenas um soluçar de dor
*
E de guerra em paz… De paz em guerra.
Todo o povo dessa terra canta de dor
E ecoa noite e dia, ensurdecedor…
Em agonia soa o canto do desamor!

*



*

 

Ouçam quando em verdade digo à todas as criaturas da Terra
A verdadeira paz é muito mais profunda que a ausência da guerra

Moiro Trovante!
( O ) *Hagal* ( O )
16/07/08