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Archive for the ‘O ‘Legado de Sândal’’ Category

A lenda de Irôko

03/01/2009 4 comentários

Histórias do Moiro para se contar em volta da fogueira…

No começo dos tempos, as primeiras árvores plantadas foram os Irôkos, Na mais velha das árvores de Irôko, morava seu espírito, e o espírito de Irôko era capaz de muitas mágicas e magias…
Irôko divertia-se assombrando os outros… À noite saia com uma tocha na mão, assustando os caçadores… E quando não tinha o que fazer ficava a brincar com as pedras que guardava nos ocos de seu tronco.
Fazia muitas mágicas, para o bem ou para o mal. Todos temiam Irôko e seus poderes…
Quem o olhasse de frente, nos olhos, enlouquecia e podia até morrer de medo. 

Numa certa época, logo após a grande guerra das trevas, nenhuma das mulheres das aldeias engravidava… Já não havia crianças pequenas no povoado e todos estavam desesperados.
Foi então que as mulheres tiveram a idéia de recorrer aos mágicos poderes de Irôko. Juntaram-se em círculo ao redor da árvore sagrada, tendo o cuidado de manter as costas voltadas para o tronco, Não ousavam olhar para a grande planta face a face, suplicaram a Irôko, pediram a ele que lhes desse filhos…

Já esperto e ligeiro ao lidar com o espírito humano Irôko quis logo saber o que teria em troca. As mulheres eram, em sua maioria, esposas de lavradores, e prometeram a Iroko o que tinham aa oferecer no momento: milho, inhame, frutas, etc… Cada uma prometia o que o marido tinha para dar.

Uma das suplicantes, chamada Olurombi, era a mulher do entalhador e seu marido não tinha nada daquilo para oferecer… Olurombi não sabia o que fazer e, no desespero, prometeu dar a Irôko o primeiro filho que tivesse…

Nove meses depois a aldeia alegrou-se com o choro de muitos recém-nascidos. As jovens mães, felizes e gratas, foram levar a Irôko suas prendas. Em torno do tronco de Irôko depositaram suas oferendas. Assim Irôko recebeu milho, inhame, frutas, etc…

Olurombi contou toda a história ao marido, mas não pôde cumprir sua promessa. Ela e o marido, naturalmente, apegaram-se demais ao menino prometido.
No dia da oferenda, Olurombi ficou de longe, segurando nos braços trêmulos, temerosa, o filhinho tão querido… E o tempo passou… Olurombi mantinha a criança longe da árvore e, assim, o menino crescia forte e sadio.
Mas um belo dia, passava Olurombi pelas imediações do Irôko, entretida que estava, vindo do mercado, quando, no meio da estrada, bem na sua frente, saltou o temível espírito da árvore.

Disse Irôko: “Tu me prometeste o menino e não cumpriste a palavra dada. Transformo-te então num pássaro, para que vivas sempre aprisionada em minha copa.”
E transformou Olurombi num pássaro e ele voou para a copa de Irôko para ali viver para sempre.

Olurombi nunca voltou para casa, e o entalhador a procurou, em vão, por toda parte… Ele mantinha o menino em casa, longe de todos.
Todos os que passavam perto da árvore ouviam um pássaro que cantava o nome de cada oferenda feita a Irôko… Até que um dia, quando o artesão passava perto dali, ele próprio escutou
o tal pássaro, que cantava assim:

“…A que prometeu frutas trouxe as frutas… A que prometeu inhames trouxe os inhames… A que prometeu milho de o milho… Só não cumpriu a palavra a que prometeu o filho…”

Sim, só podia ser Olurombi, enfeitiçada por Irôko, ele pensou.

Ele tinha que salvar sua mulher! Mas como, se amava tanto seu pequeno filho? Ele pensou e pensou e pensou e teve uma grande idéia. Foi à floresta, escolheu o mais belo lenho de Irôko, levou-o para casa e começou a entalhar. Da madeira entalhada fez uma cópia do rebento, o mais perfeito boneco que jamais havia esculpido. O fez com os doces traços do filho, sempre alegre, sempre sorridente. Depois poliu e pintou o boneco com esmero, preparando-o com a água perfumada de ervas sagradas. Vestiu a figura de pau com as melhores roupas do menino e a enfeitou com ricas jóias de família e raros adornos. Quando pronto, ele levou o menino de pau para Irôko e o depositou aos pés da árvore sagrada.
Irôko gostou muito do presente. Era o menino que ele tanto esperava! E o menino sorria sempre, passava a sensação de alegria. Irôko apreciou sobremaneira o fato de que ele jamais se assustava quando seus olhos se cruzavam… Não fugia dele como os demais mortais, não gritava de pavor e nem lhe dava as costas com medo de o olhar de frente.
Irôko estava feliz. Embalando a criança, seu pequeno menino de pau, batia os pés no chão e cantava animadamente.

Tendo sido paga, enfim, a antiga promessa, Irôko devolveu a Olurombi a forma de mulher. Aliviada e feliz, ela voltou para casa, voltou para o marido artesão e para o filho, já crescido e enfim libertado da promessa.

Alguns dias depois, os três levaram para Irôko muitas oferendas. Levaram espigas de milho, inhame, frutas, laços de tecido de estampas coloridas para adornar o tronco da árvore. Eram presentes oferecidos por todos os membros da aldeia, felizes e contentes com o retorno de Olurombi.

Até hoje todos levam oferendas a Irôko.

Porque Irôko dá o que as pessoas pedem.

E todos dão para Irôko o prometido…

Senão…

 

Retirado de: conto 79 do livro Mitologia dos Orixás de Reginaldo Prandi

Rosmarinus

17/12/2008 5 comentários

Deusa Primordial: Liane(Vida) e Levine(Esperança)
Elemento relacionado: Todos (essencialmente o ar)
Porte: -1 para danos mágicos recebidos, +1 para danos mágicos lançados
Bastão d’alecrim:
+1 cura

Espécies conhecidas:
Rosmarinus Khalilitorans: encontrado em toda a costa de Khali, suas flores variam entre azul-anil e azul-celeste.
Rosmarinus violacea: Tem flores roxas, é a erva usada pelos bardos que favorece a inspiração. Bem pequeno, esse arbusto não atinge 30cm.
Rosmarinus aurians: Encontrado no reino de ‘Aura’, tem flores brancas e um aroma mais doce, é calmante.
Rosmarinus aguentum: Encontrado apenas em grandeas altitudes, na região montanhosa do reino de ‘Mithras’… Têm flores prateadas, erva consagrada a lua muito usada pelas bruxas.

Certamente se encontrarioam mais espécies no ‘Legado de Sândal’… Mas são apenas essas as que couberam às bibliotecas.

Planta aroma forte e agradável e com propriedades estimulantes, o alecrim pertence à família das ‘labiadas’ e pode ser encontrado em toda a costa de Khali.

Foi a primeira erva reconhecida pelo ‘trovador do além-mar’ quando este cá chegou.

 

“…Abençoada é esta Terra, pois cá também as deusas plantaram o Alecrim! Este é o ‘orvalho do mar’ a ‘rosa marinha’, que encoraja os corsários à voltar à terra, e ajuda as mulheres a encantar seus maridos…” 

 

MOIRO TROVANTE


O alecrim é um arbusto com altura média de 1 metro, muito ramificado, sempre verde, com hastes lenhosas, folhas pequenas e finas em forma de agulha, opostas, lanceoladas. A parte superior das folhas é de cor verde-acinzentada, enquanto a inferior é quase prateada. As flores reúnem-se em espiguilhas terminais e são de cor azul ou esbranquiçada. O fruto é um aquênio.

Perene (seca no inverno e rebrota no verão), o alecrim é a planta preferida das abelhas e floresce praticamente o ano todo, geralmente em encostas rochosas e ensolaradas ou ainda em solos seco e arenosos. Não necessita de cuidados especiais nos jardins.
Cresce bem em ambientes muito ensolarados, e o solo relativamente pobre, em vez de prejudicá-lo, deixa a planta mais densa e com perfume acentuado. Por isso, você pode plantar sua mudinha em vasinhos com 20 cm de diâmetro, usando terra comum de jardim. Para obter novas mudas, é só lascar um galho e plantar em solo úmido.


Fortalecimento da saúde, do amor e proteção espiritual, faz arder o olho invejoso, é erva da juventude eterna, do amor, amizade e alegria de viver. Erva colocada debaixo do travesseiro afasta maus sonhos. Tocar com alecrim na pessoa amada faz ter seu amor para sempre. Poção de amor ou amizade leva alecrim.


O Alecrim , sob o domínio do Sol , é uma planta que ama o calor e a vida. Ele aquece e estimula o cérebro e o corpo, é ótimo como cardiotônico, estimulante, anti-reumático, resolve rapidamente dores de estômago e asias, restitui a energia dos cansados e estressados por muito esforço mental. Também é bom para tosses, bronquites, e problemas respiratórios.

Usado externamente é bom para limpar feridas, principalmente de diabéticos e pessoas que tem dificuldades de cicatrização.

Os cardíacos podem usá-lo acompanhado de Sete Sangrias e Dente de Leão.

Ele restitui rapidamente a energia perdida, dá mais estrutura de trabalho aos que lidam muito com o mental racional, é uma das ervas que ajuda na depressão e estados permanentes de cansaço por problemas emocionais.

Ajuda também muito as crianças com uma estrutura emocional passiva, as que não respondem de forma concreta às agressões da vida. Aumenta a capacidade de aprendizado. É a planta chave da falta de auto estima.

Atua nos desconfiados, nos que não acreditam em si mesmos, nos que não têm coragem de se lançar em novos projetos. É TAMBÉM A ERVA DA CORAGEM.


– O alecrim deve ser inserido na alimentação dos passivos, tímidos, e nas pessoas que têm um constante desgaste de energia.

– Um frango temperado com alecrim e limão é uma dádiva dos deuses.

– O alecrim pode ser usado em qualquer molho branco ou vermelho, para massas e lasanhas.

– Vinho com alecrim: Coloque alguns galhinhos de alecrim fresco em um bom Vinho tinto e deixe macerar durante 21 dias bem fechado com parafina na rolha. Guarde em lugar escuro, deitado. Quando passar esse tempo, coe e acrescente mel puro à gosto (O mel é opcional). Sirva pequenos cálices antes do jantar. Além de ser ótimo para a digestão, ajuda a clarear as idéias para um novo dia de trabalho.

– O alecrim fresco, misturado em pequenas quantidades às massas caseiras de pão, dá um gosto saboroso e exótico a massa, e deixa o pão digestivo e energético.

– Misture alecrim nas manteigas e patês. O efeito é ótimo.

– Conserva de alecrim para saladas: Em um vidro de boca estreita, esterilizado, coloque um galhinho de alecrim, um de manjericão, alguns grãos de coentro e um grão de pimenta. Acrescente ¾ do vidro de vinagre de maçãs água filtrada e sal para completar. Deixe descansar durante 8 dias. Está pronto para temperar qualquer salada. Na hora de servir, acrescente óleo ou azeite.

 

 

Sândal foi um dos primeiros novos-deuses a tombar pelas batalhas da ‘Guerra das Estrelas’. Seu legado contribuiu muito para o aprimoramento e evolução mágica de Sabrina – A Fabulosa – Maga das ‘Estrelas do Vale’ e também serviu de uma imensa nova plataforma para que Myst – Olhos de Fada – cria-se toda uma raça de criaturas meio-plantas…


Mas foi Keera – A Celeste – quem mais tinha apreço pelo legado de Sândal. Ela testou e comprovou do poder curativo das plantas que ele descrevia e passou a usar de chás e infusões para acalmar os feridos antes de aplicar seus conhecimentos de cura mágica.


“…Para que a cura possa ser aplicada nos aflitos nada melhor que o chá de rosmarino…”

KEERA – A CELESTE

Curandeira dos ‘Estrelas do Vale’


E foi Donovan – O Sábio – o último, pelo que se sabe, a ter em mãos o legado completo do senhor das plantas, o livro foi entregue a Sarthan – O luxurioso – que fugiu com todos os tesouros do grupo…


Por mais que algumas partes do ‘Legado de Sândal’ hoje estejam disponíveis nas melhores bibliotecas do continente, ainda muito da obra de Sândal permanece sob paradeiro desconhecido… Uns dizem que foi destruida na guerra ou até que nunca existiu, mas muitos guerreiros “patrocinados” pelas escolas botânicas ou colecionadores partem em busca de rumores acompanhados de druidas e herbalistas, por vezes esses voltam com mais uma pequena parte do tesouro de Sândal.

 

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‘Brunebiante Papoula Dançante’


Saudações!!

Amigos,
Dos muitos mundos que conheci nas asas de meu pássaro cornudo… Trago-lhes maravilhosas canções…

Eis que me vem agora a memória as vibrantes músicas de um grupo de bardos do qual fiz parte lá no Além-Mar, nas terras do Gwaist… Esse grupo era conhecido como ‘Braia‘, filhos dos adoradores das deusas do ‘Tuatha de Danann’.

 

La Papoila Bailante
[Como consta no ‘Legado de Sândal’ a magnifica criatura conhecida como ‘Papoila Bailante’ traz à Khali as palavras de Flora, mas esse ser de extrema beleza raramente tem sido visto por humanos… Ela tem a capacidade de inspirar profundamente quem a vê, por onde passa deixa um rastro de seu perfume avassalador. Aquele que for tocado pela ‘Papoila’ é imediatamente curado de todas as mazelas físicas e mentais… Caso lhe dê uma pétala dela terás então grande carisma e harmonia em tua vida! – Foi a ‘Papoila Bailante’ quem inspirou os poetas a escrever esta música]

 

Ao Som de meu charango encantado canto:

 

‘Brunebiante Papoula Dançante’

Tentou olhar pra trás, pra conseguir me ver,
Tentou em vão, pois tal a bruma pode me verter.
Além dos sonhos eu vivo a lhes espreitar,
Eu sou a dama que propõe a escuridão brilhar!

O que serei? Será? Seremos? – Não… Vamos lá!
Talvez seu mundo não suporte o verdadeiro amar.
O belo vive onde não há o entender…
Semeia o riso e espera um sempre renascer!

Vem! deixa tudo isso pra trás…
A cinza superfície que tão acostumado estás,
Proponho a ti um novo pensar.
Vive tu da viagem que vive em tu?
Sinta em verdade o feérico ar…
Desafio a tentar uma só vez visitar meu lar.

Onde não há dor,
Choro, morte, terror
Vive-se em esplendor
Plena Maravilha…

Dentre os mortais escolho-te como o consorte natural.
Delicie-se em meu ventre como o mais feroz animal.
Fogo, Tambor, e Sorrisos são minha oferenda por já…
Vem comigo e deixa o lar de lá… que só faz pesar teu coração.

Fada, és a mais bela entre as do sonho,
Talvez, me renda a seu convite espectral
Mas os que deixarei aqui no coração vão me pesar
De que me vale essa mágica sem os meus?

Quero sim dançar contigo em campos dos mais belos,
Quero! Mergulhar nos cogumelos – Te amar!
Mas até onde vai meu mundo sem o teu? Lindo e profundo.
Quero ver-te – quero tudo… dias mais…


Vem! Mais! Me dá… bem vindo a cá!!
Viva comigo em todo o prazer…

 

[uma representação de Flora, Deusa da Natureza, da fauna e da flora… Deusa de tudo que é selvagem e livre!]



Alguns, dentre eles este que vos canta, profundamente tocados e inspirados pelas energias-deusas, lutaram contra os usurpadores da divindade, e com todas as graças saíram vitoriosos. 

Cantemos e Dançemos, companheiros… Em honra a esses heróis e as verdadeiras deusas que não podem ser esquecidas!

 

O ‘Legado de Sândal’

Sândal foi o brilhante botânico do grupo conhecido como ‘Estrelas do Vale’.

 

Muito mistério habita sua obra, o ‘Legado de Sândal’, pois não se sabe ao certo quem o possui, e já que nunca foram feitas cópias de tal tomo muitos dizem ser uma lenda… 

A hipótese mais provavel é que este maravilhoso livro esteja nas mãos de Moiro Trovante – O Trovador do Além-Mar, pois mais ninguém no mundo conhece sobre algumas plantas que ele cita em suas canções.
Dizem também que Moiro, espalhou partes do Livro por todos os cantos de Khali.
A verdade só o Trovante pode saber, ou até nem mesmo ele…

Talvez os rumores sejam fatos, pois pequena parte do ‘Legado de Sândal’ está disponível nas maiores bibliotecas de Khali.

Sândal, viajando ao lado de Hanna, escreveu sua obra, dizem alguns, em meio a um amor torrido pela jovem caçadora, acontece que Hanna era apaixonada por Kaghlasherin o “deus” das bestas, que além de monstros nada interessava. 

As fábulas dizem que Hanna rendeu-se aos encantos de Sândal quando ele a salvou, fazendo uso de seus conhecimenos das plantas, da morte por envenenamento quando foi atacada por uma das suas serpentes favoritas.



O ‘Legado de Sândal’ contém rico estudo de espécies da flora de Khali, bem como alguns exemplares de plantas mágicas e também cita várias criaturas monstruosas meio-plantas…
Contém receitas de poções e muitas observações sobre a utilização de plantas por aventureiros.
 

Aqui será revelado o que sabe-se desse incrível livro. 

 

 

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