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A Sombra da Espada

18/03/2011 4 comentários

Parte 3: Missões

Chegando à sala de reuniões, os cinco Equites puderam ver, sentados em volta da meia lua de mogno nobre que era usada como mesa, grande parte do alto escalão do reino de Aura. Ali estavam os Kadishs Elberen Tornendell, eladrin regente da Academia de Magia, Illiél Anon, elfo protetor do norte, Ordhun Bhor, Anão guardião das montanhas ao leste e Elora de Mainee, guardiã dos mares ao oeste do reino.

Também estavam sentados à mesa, os Senhores de Casas Hondo Caledon, da casa Caledon. Ariel Lil’den de Límen, da Casa Límen, o repugnante Gondhar Guerrea e o rei Tolkius Arthen de Linora em pessoa.

Os ares ficaram pesados com o comportamento dos recém chegados, além de Aeren, o bardo, nenhum dos outros prestaram suas reverências na presença de vossa majestade, o rei Tolkius. O qual pareceu não dar muita importância ao fato até que Ramse, um dos poucos devas a caminhar por Khali, tentar se impor.

Antes que os presentes começassem uma guerra particular de princípios dentro do salão, o rei foi logo ao assunto. Ele explicou a situação de urgência e determinou as funções para somente depois fazer as devidas apresentações.

Foi decidido que os Equites, ficariam sob os olhos de Meirne Liliane, a qual serviria como guia para que eles não tivessem nenhum obstáculo durante as investigações, os cinco ficaram incumbidos de encontrar Jim, o filho de Marc Vollenkauser, até então sem dar notícias.

Os Kadishs deveriam voltar aos seus postos de trabalho e assegurar que absolutamente nada passasse despercebido sobre suas vigílias.

Aos Senhores de Casas foi passado a missão de encontrar e punir severamente qualquer tipo de culto, ordem, ou grupo não oficial que se desenvolvesse dentro de suas áreas de atuação. O que mais cedo ou mais tarde os levaria a alguns indícios sobre o culto que estava sendo secretamente se infiltrando na cidade de Gol’dhas.

Tal culto foi informação conseguida por Lady Assellus, a qual ficou responsável por encontrar mais informações sobre de onde surgem essas pessoas.

Liliane se deu ao trabalho de explicar aos quatro éqüites pressentes, sobre a forma de atuação de tal culto, o qual eles apelidaram de “o culto das sombras”, pois os mesmos só aparecem a noite e da mesma maneira misteriosa que surgem, eles voltam a sumir, deixando apenas uma espécie de maldição contagiosa nas pessoas com quem tem contato físico. E isso vinha se alastrando pelo reino aos poucos.

Determinadas tais tarefas, o rei pediu para que todos se retirassem, com exceção de Karn e Melissa, pois precisava falar em particular com ambos.

Liliane perguntou aos seus recém aliados, onde eles queriam investigar primeiro, se já tinham alguma idéia, porém ressaltou que eles precisariam voltar antes do jantar, pois o rei havia encomendado um banquete para que os viajantes voltassem bem servidos para suas casas distantes.

Ramse e Aeren, decidiram que seria uma boa idéia ir investigar a taverna, pois em ambientes assim sempre se encontra pessoas variadas e pode ser que informações se formem rapidamente.

Liliane não quis entrar, pois com o novo toque de recolher, os mercadores de estabelecimentos noturnos estava a cada mais insatisfeitos com as autoridades maiores e ela não estava afim de responder a mais perguntas sobre coisas a qual não é responsável.

Dentro da taverna, os éqüites ficaram de fato surpresos, havia apenas 5 pessoas nas mesas, dois casais comendo juntos e um anão todo encoberto por capas e tecidos, enquanto duas mulheres que usavam vestidos curtíssimos limpavam o chão.

Mais a frente, outra mulher, bela de cabelos ruivos e com olhar cativante mexia em um pergaminho e algumas moedas. Quando ela notou a presença de pessoas importantes, apressou a recolher tudo rapidamente para trás do balcão e a oferecer seus serviços aos homens.

Ramse desconfiou no ato, e seguiu diretamente até a mulher, a qual foi interrogada sobre sua ação suspeita, mas antes que pudesse falar algo, um grande homem, que usava calças de couro curtido bem apertadas saiu de trás de uma cortina de contas e tomou a frente da mulher, alegando que ela era apenas uma prostituta e que estava contando seus lucros na frente de clientes. Ele a mandou para o quarto dos fundos, ordenando que o esperasse na “posição”.

Enquanto Ramse, Aysen e Aeren se preparavam para fazer perguntas ao homem, que parecia ser o dono do estabelecimento, um grito pode ser ouvido a distância…

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A Sombra da Espada

Parte 2 : Prólogo

O castelo está em chamas, o protetorado do reino está em busca do responsável por tamanha atrocidade Meirne Liliane Kadash e Meirne Karn de Terrend são os braços direito e esquerdo do Rei, e por isso estão com responsabilidade total nessa missão, pois o próprio estava mais preocupado com o rapto da sua filha, a princesa Selena Arthen de Linora.

 

Seja lá quem tivesse sido o arquiteto dessa trama toda, o fez com maestria.

Conseguira passar por seu escalão de elite, o qual mesmo sem Marc Vollenkauser, ainda era internacionalmente conhecido por sua organização e habilidade de manter a inteligência do reino sempre em alta, também conseguira dobrar a vista infalível das duas “Fleurs Nuit” do reino, Lady Melissa Hayle e Lady Assellus de Terrande e alcançar o sexto patamar do castelo, pra atear fogo nas tapeçarias reais, onde se expandiria com grande velocidade. E isso tudo era apenas um desvio. Uma artimanha para concentrar todos os esforços dos soldados em apagar o fogo antes que destruísse grande parte do castelo. O objetivo final era raptar Selena, e fora cumprido, agora o rei e seus principais conselheiros estão engajados num crucial plano de busca, pois será necessário recuperar a sua princesa e também encontrar os responsáveis por tamanho ato de indignidade ao nome Aureano.

 

Os envolvidos não teriam conseguido executar um plano tão ousado como este se não tivessem tido ajuda interna. Existem traidores dentro da casa Gol’dhas, Tolkius sabe que nunca deu motivos para que conspirassem contra ele, porém nunca descartou a hipótese de que usurpadores tentassem lhe privar dos direitos que conquistara um dia.

Por final decidiu que precisaria buscar seus aliados externos e ordenou que fossem convocados os cinco “Equites” de sua maior confiança que estavam e viagens de rotina para que lhe dessem assistência nas suas buscas.

 

Os Equites do rei chegaram dois dias depois, durante o começo da noite, já constatando que algo muito sério havia acontecido em Gol’dhas, pois havia sido decretado luto real e estabelecido toque de recolher dentro de toda a murada do protetorado real.

Nas ruas viam-se apenas cavaleiros fazendo ronda enquanto que quase todas as casas permaneciam com suas luzes acesas e as janelas fechadas.

Sem delongas, foram direto para os portões do castelo ao encontro de seu senhor…

A Sombra da Espada

Parte 1 : Aura

O aroma das flores tomava conta dos palácios no castelo da capital Gol’dhas, sede dos governantes do reino de Aura. O reino é composto por um regime de governo de divisão de terras e bens entre as famílias mais antigas da região, ficando assim, cada “senhor de casas” responsável por cuidar da distribuição de ativos e de arrecadar os impostos para o benefício geral do reinado.

Como intendente-mor desse modelo de governo, temos o “rei” Tolkius Arthen de Linora, senhor de casas do castelo Gol’dhas, onde reside e governa dentro de todos os limites de Aura. Ele recebe cartas informativas de seus Menires (mensageiros de posto altamente elevado, responsáveis por transmitir todas as informações relevantes dos senhores de casas diretamente ao rei , semanalmente, fazendo assim seus relatórios de governo os quais libera em edital para a população conhecer seus planos e saber onde os impostos estão sendo aplicados.

O reino é composto por quatro casas principais:

Gol’dhas, onde fica o palácio real e reside o rei Tolkius. É o maior centro comercial de Aura, tendo como meta principal de governo o desenvolvimento dos sistemas de transporte do mundo. Rumores dizem que em algum lugar do palácio está sendo desenvolvido um sistema de locomoção aérea sem necessidade do uso de Anima.

Guerrea, onde se tem como principal mote, bem como seu maior problema o fato de se manter estável as investidas do bárbaro Brahms e seu reino de primais lutadores. Investe praticamente todos os seus recursos no desenvolvimento de soldados e proteções contra uma guerra secular.

Caledon, a cidade-porto mais mística do mundo, sua fama se estende por toda Khali, fazendo desse lugar um atrativo enorme a aventureiros e exploradores os quais movimentam o comércio e a miscigenação do singular povo Aureano. Seus principais objetivos dentro do reino são focar o desenvolvimento capital e aprimorar suas especiarias marinhas.

Límen, em sua magnífica e antiga estrutura dizem ter sido um dia, estadia para os deuses, pois no centro da cidade existe uma escada que se estende por mais de vinte mil degraus em direção aos céus. Seu senhor de casa não se preocupa em restaurar a estrutura da cidade, que por ter sido antigamente um grande castelo, ainda restam algumas ruínas em seu interior, as quais geram muitas lendas e mitos.

Cada uma dessas casas é regida por um senhor de casa, o qual é eleito pelas principais famílias de cada região. Essa eleição é feita por um confronto de tiro com arco, o qual é avaliado pelos habitantes mais antigos de cada região, os quais são instruídos a observar a natureza do disparo e não apenas sua precisão.
Mitos milenares contam que esses avaliadores, conhecidos como Aiíres, já nascem com a habilidade de notar as forças arcanas do mundo, e na grande maioria da sua vida ativa, eram grandiosos feiticeiros a serviço de suas casas.

Cada família que rege a casa tem seus vassalos, os quais prestam fidelidade maior ao Senhor de Casa representante. Na maioria das vezes de bom grado.
Existem vários vilarejos e lugares místicos espalhados pelo reino todo, bardos e ciganas caminham pelo mundo a fora espalhando os feitos dos grandes heróis e sobre o quão atrativo pode ser esse magnífico lugar.