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Posts Tagged ‘Os Mitos Esquecidos’

Capítulo III – Séculos Depois… : Parte 1

08/08/2008 3 comentários
Reinos
Cada domínio existente em Khali, agora se tornaria um reino. Cada um desses reinos seria regido por um Marquês, o qual seria o Rei da região, o qual estaria incumbido de fazer a região prosperar.
Sentados em seus castelos, cada Rei desenvolveu características e filosofias diferentes, as quais era aplicadas sobre seus súditos e disseminadas por toda a região na qual eles eram responsáveis. 

Lisden seria o castelo que governaria Armétia, o reino das aventuras, onde heróis nasciam e fábulas eram espalhadas aos quatro ventos.
Com o passar dos anos, foi se formando ao redor do castelo, uma cidade, a qual foi batizada de Halen por Aaron Houten’i, rei de Armétia, rei este que foi responsável por nomear todas as cidades e vilarejos em seu reino conforme seu gosto.
Armétia ficaria famosa por sua cultura de fábulas e heróis, mistérios e criações mundanas.

Kasleen era o único castelo onde ainda se viam elfos caminhando. Ele seria o castelo que iria reger o reino de Lérien, onde alguns elfos ainda se sentiam à vontade para caminhar com os humanos e anões sem temer sua ambição de grande poder.
Ao redor de Kasleen, também fora construído uma cidade para abrigar todos os decentes das famílias que perderam seus lares quando as sombras devastaram a terra. Esta cidade foi denominada de Ayleen que significava ‘Nova Aliança’ e abrigava pessoas de todas as raças.
Lérien era governado por Ayorien Lhed’as, que foi o responsável por fazer com que seu reino ficasse conhecido mundo a fora por suas elegantes vestimentas.
Ayorien concedeu as terras que ficavam além da floresta dos elfos para as pessoas livres que lá viviam, tais terras ficaram conhecidas pelo reino como Deória, a terra da paz. Onde nenhum rei interferiria nas vidas das pessoas.

Aquele deserto ainda parece aumentar a cada dia“. Mas Khan El, mesmo assim, construiu seu reinado sobre pedras e areia, prosperou, sem dúvidas, com seu reino e sua cultura. O reino foi chamado de Kah Lad, onde a comida típica e as vestimentas exuberantes se tornariam famosas e a sua capacidade de fazer crescer uma civilização onde só restavam terras mortas.
Um reino sem dúvidas interessante. Tornou-se um dos pioneiros na navegação, estabelecendo rotas seguras para a troca de culturas com Armétia via mar.

Gol’das foi o castelo onde reinou Talius Arthen, o qual criou rapidamente suas cidadelas, distribuídas de forma organizada visando facilitar o transporte de uma cidade até a outra, seja para viagens ou para o comércio.
Sem dúvida o reino mais organizado de todos, Auren ficou conhecido como o reino dos avanços. Por algum motivo, Talius sempre teve como objetivo o avanço e desenvolvimento da sociedade como um todo de forma pacífica e ordenada.
Suas cidades são planejadas e seus campos sempre belos.

Essa paz jamais deveria ser perturbada pelas desavenças que tinha com Konar Beghtorn, o Rei de Mithra, que era regido pelo castelo Ceresti dos amantes das armas.
Konar e Talius engajaram em um conflito de culturas que um queria por toda lei impor ao outro, dizendo que o mundo iria melhorar se só uma cultura predominasse.
Contudo, Konar e seu reino eram bárbaros, selvagens e especialistas em combate. Mantinham a honra acima de tudo e juraram que enquanto Auren continuasse crescendo, Mithra iria mostrar seu poder.

E o último dos seis castelos que ainda existiam, Allash, seria regido por Takezo Azurai, um líder espiritual para o seu reino, Isshin, a terra da luz. Essa terra está separada do resto do mundo e por isso os conflitos internos tiveram que nascer para alimentar a vontade inata dos seres humanos de crescer.
Uma terra que vive sob a tênue linha entre a paz e a guerra, o espírito está acima de tudo na sua cultura.
Seus guerreiros são os mais honrados de disciplinados do mundo. Suas técnicas são puras e absolutas. E suas espadas são as melhores já criadas pelas mãos do homem.

Assim caminhava a vida em Khali. A interação eterna entre os reinos, os conflitos entre Auren e Ceresti mostravam ao mundo o poder do homem de avançar, os conhecimentos de Lérien fariam que a magia nunca desapareceria, a vida em meio às terras inóspitas de Kah Lad motivava todos a dar valor para as condições que lhes eram postas quando nascidos perfeitos, o espírito imortal da cultura de Isshin ensinava ao mundo que a vida que reside em nós nunca deve ser usada com malícia ou corrupção, e o espírito de Armétia dava brilho no olhar das pessoas e aguçava a vontade de viver. E assim nasceu definitivamente a sociedade como conhecemos hoje, cultuando e adorando aos 23 deuses do panteão, plantando, colhendo, comercializando e contando histórias de heróis e lendas de monstros fabulosos.

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Capítulo II – Gaia : Parte 5

05/08/2008 12 comentários
A Ascensão
As Estrelas do Vale ficaram muito poderosas com a vitória sobre as criaturas malignas na guerra que ficou conhecida como “A Guerra do Mundo Antigo”, e estavam pensativos de como usariam todo esse poder, sendo que não eram nem ao menos capazes de trazer seus amigos mortos devolta a vida.
De todas as Estrelas do Vale, vinte e três ficaram vivos depois da guerra, e eles desejavam, acima de tudo, que seus nomes ficassem na mente de todo e qualquer objeto palpável do mundo. Então decidiram que, em nome de seus amados companheiros mortos, eles se tornariam os deuses de Khali. E eles tinham poder para tal feito. 

Dos 23 vivos, cada um era dotado de um foco especial de poder, o que delimitaria a sua influência na mente das pessoas, e todos eles concordavam com o poder e a dádiva que lhes fora dado para se tornarem deuses.
Magnus, o absoluto, era o líder do grupo, se tornaria a ordem e a justiça em pessoa, sendo o deus que representava tais virtudes.
Klaus, o insidioso, queria ser como Magnus e faria tudo para isso, se tornando o deus da trapaça, enganação, inveja e traição.
Bianca, a obscura, era adoradora da lua, tomaria o controle da escuridão, se tornando a deusa da noite e das trevas.
Linahliél, o sereno, por ser o único elfo entre as Estrelas do Vale, tinha sabedoria para guiar o grupo junto com Magnus. Se tornou o deus dos elfos em Khali.
Kaghlasherin, o curioso, foi quem catalogou as criaturas bestiais que existiam no mundo e ficou sendo o deus dos montros.
Pyro, o flamejante, era um estudioso do fogo e seus mistérios tornando-se o deus desse elemento.
Uranius, o consistente, era um mago que via poder nas terras e montanhas, tornando-se o deus do elemento terra.
Keera, a celeste, ficou sendo conhecida como a deusa da cura, pois era a melhor fazendo isso.
Thrith, o odioso, foi o homem que mais odiou ter perdido seus amigos e parte do mundo, e se tornou o deus da ira.
Heigh, o conspirador, não havia se mexido muito para lutar pelos humanos, pois achava que as guerras avançavam o mundo, tornou-se o deus das guerras e conflitos pessoais.
Karyl, o belo, era vaidoso, amante da beleza e admirador das coisas bem feitas, tornou-se o deus da beleza e da vaidade.
Anibal, o impiedoso, foi aquele que mais abusou do poder conseguido com as armas mágicas se tornando o deus da destruição.
Beros, o persistente, era o anão do grupo, e lutou bravamente para resgatar a honra da sua raça. Acabou por se tornar o deus dos anões.
Myst Olhos de Fada, era mágica e fascinante, e usou seu poder para criar criaturas mágicas em Khali, ficando assim como a deusa da imaginação e das criaturas místicas.
Astis, a Nauta, devota e com uma paixão sem igual pelos mares, tornou-se uma sereia representando os oceanos e todas criaturas marinhas como sua deusa.
Sabrina, a fabulosa, era, sem dúvida, a criatura mais majestosa que exista entre as Estrelas do Vale, e se tornou a melhor manipuladora da anima do mundo, por isso, ficou sendo conhecida como a deusa da magia.
Sandal, o ritualista, foi o responsável por catalogar todas as plantas do mundo conhecido, se tornando assim, o deus das plantas.
Hana, a corajosa, sempre ao lado de Sandal, fez sua parte catalogando os animais e se tornando a deusa dos animais.
Anabelle, a serena, tornou-se a deusa da sua maior virtude, a paz e tranqüilidade.
Rheo Mãos de Trovão, o manipulador dos ventos, tornou-se o deus desse elemento.
Donovan, o sábio, era o estudioso do grupo, tornando-se assim, o deus do conhecimento e da dedicação.
Sarthan, o luxurioso, era obcecado por encontrar coisas valiosas, como pedras, gemas e cristais, tornando o deus do luxo e da materialidade.
Ilmern, o titã, era o maior de todos os deuses, e era apegado a tudo que tinha tamanho colossal, acabou por se tornar o deus das coisas gigantes ou de tamanho anormal.
E por fim, Dara, a benevolente, em momento algum, desistiu de ajudar seus amigos e aliados, se tornaria a deusa da bondade.

Cada qual com seu poder específico e enormemente poderosos, as 23 entidades que um dia foram o grupo chamado de As Estrelas do Vale, se tornariam agora, o Panteão de Khali.
Suas antigas armas, as quais estavam impregnadas com grande energia do mau, agora não eram mais necessárias e foram seladas em um único compartimento, que mais tarde viria a ser destruída e seus restos jogados no abismo de onde as criaturas vieram, pois sua energia maligna estava começando a afetar a mente das pessoas e a destruir o local onde estava sendo guardada.

E assim, ficou conhecido o nosso mundo como é hoje. Um mundo chamado Khali, onde se fala em lenda e sindarin. Um mundo de seis reinos distintos, onde guerra, paz, desenvolvimento, magia e conhecimento tomam conta. Onde criaturas mágicas andam livremente e aventureiros buscam novos poderes e fortunas. Um mundo que é regido por deuses movidos pela ambição de cuidar de um mundo que agora era deles.
O tempo foi passando e reinos foram se construindo, culturas foram se formando, heróis foram nascendo e os mitos iam sendo criados. Os deuses de Khali estavam agora com poder total sobre as criaturas vivas, mas eles sabiam que muito, mas muito ainda teriam de ver até que pudessem se considerar entidades como aquelas que lhes deram origem.

Contudo, eles sabiam como resolver isso…


Capítulo II – Gaia : Parte 4

01/08/2008 3 comentários
Os Heróis de Gaia

 

Durante um dia inteiro, aqueles homens conhecidos como As Estrelas do Vale, lutaram ajudando os marqueses e suas tropas a eliminar o terrível mau que estava sobre o castelo de Khali. Foi uma batalha devastadora, o poder que as armas criadas com anima era enorme e contrastava em explosões de energia quando se chocava com as criaturas do abismo. Pouco a pouco, o céu voltava a aparecer claro sob Khali e as criaturas começavam a diminuir em número. As tropas que resistiam no castelo voltaram a sentir esperança e ver que a vida não estava perdida, que essa luta valeria a pena e que agora, mais do que nunca, eles deveriam continuar na batalha pela alegria das gerações seguintes.
A luta voltava a aquecer os corações de todos ali, e a cada criatura derrotada, era uma explosão de energia que engrandecia os soldados. Em 3 dias o castelo estava limpo, e as Estrelas do Vale lutavam para empurrar as criaturas novamente para o abismo de onde vieram. 

Humanos, anões e elfos que ficaram vivos nas ruínas do castelo Khali viram as Estrelas do Vale lutarem bravamente e mudar o rumo da antiga guerra. Eles viram também, os heróis que empunhavam as armas mágicas primordiais obrigando as criaturas malignas a voltarem para o abismo. No entanto, ao chegar lá, eles se depararam com algumas criaturas ainda maiores, que não conseguiam sair pela abertura na terra. As Estrelas do Vale uniram suas forças grandiosas e, numa grande explosão de anima, acabaram por destruir essas criaturas e deixar apenas uma enorme e infindável fenda na terra no local onde um dia foi o berço da civilização dos Anões.

Com as criaturas derrotadas e expulsas de Gaia, o mundo então tomaria um novo rumo.

Os anões fizeram um juramento de jamais abusar da terra novamente, e que suas escavações seriam apenas nas montanhas e não mais para o fundo. Os elfos, desolados por terem perdido um de seus maiores sábios, resolveram se ocultar do mundo nas densas florestas do norte e que a ambição que eles recusaram era de fato algo perigoso demais para ficar sem observação. As forças do mau deixaram uma vasta área de destruição, que ocupou a parte central do continente ocidental inteira, e que posteriormente ficou ocupada apenas por monstros e criaturas malignas que haviam sido corrompidas pelas energias do abismo.

O Marquês de Kasleen, em homenagem a Azhenol que tentou impedir que o mau fosse liberto, chamou toda a extensão das suas terras de Lérien o reino Élfico.
O castelo de Khali foi destruído na batalha e seu lorde, o marquês, Arhimus caiu totalmente em loucura e acabou se suicidando por não conseguir se livrar das visões malignas que tomaram conta da sua mente.

Os Marqueses formaram um conselho, junto com as Estrelas do Vale e decidiram, entre outras coisas, que o centro do mundo deveria ser abandonado e esquecido, eles chamariam esse o seu mundo de Khali, como forma de honrar o antigo castelo que era considerado o centro do mundo. Decidiram também, que a língua falada no mundo agora seria nova, e o idioma antigo não deveria mais ser pronunciado. O trabalho deles agora era fazer com que o mundo, esquecesse esse episódio trágico e trabalhar para o desenvolvimento da civilização.

Os territórios foram delimitados e 6 grandes reinos foram criados, um reino para cada um dos grandes castelos do mundo antigo.
A humanidade tornaria a caminhar em paz para o desenvolvimento.

Capítulo II – Gaia : Parte 3

Guerra
As 40 Estrelas do Vale, continuavam suas jornadas por toda a extensão territorial conhecida, fazendo descobertas, desenhando mapas, catalogando fauna e flora, e procurando por qualquer possibilidade de ameaça seja nas terras, nos mares ou nos céus. E nessas viagens, acabaram por descobrir espécies de “nodos” de Anima, de onde poderia retirar energia para criar estruturas fabulosas e mágicas

Enquanto isso, em Khali a situação ficava cada vez mais complicada. Eles sentiam o mau se aproximando cada vez mais e estavam apreensivos com o que quer que fosse que estivesse vindo ao encontro do castelo considerado o centro do mundo. Ahrimus Deenas, era o principal homem entre os marqueses, e tratou de enviar mensagens para todos os outros castelos sobre o que estava sentindo, e que não era nada bom para o mundo. Ele desejava que a mensagem alcançasse as Estrelas do Vale e que esses grandiosos sábios viessem com uma luz para o seu tormento invisível.
Os outros marqueses estavam muito longe de Ahrimus para poder ajudar a descobrir o que estava atormentando o lorde de Khali, e decidiram montar pequenos grupos e viajar até lá e aconselhar seu amigo.

Entretanto, antes que qualquer ajuda pudesse aparecer, Ahrimus foi capaz de avistar ao norte de seu aposento, uma sombra que veio como uma mensagem sobre o que estava por vir, mas não era uma sombra comum, era feita de ódio e terror, sua simples visão fez com que o grandioso lorde de Khali se perdesse em seu próprio temor e caísse em uma loucura nunca antes vista pelas pessoas em Gaia.
Em sua insanidade, ele ordenou que todas as pessoas em Khali se preparassem para a guerra, queria que arrumassem armas que ferissem a ponto de matar, desenvolvessem proteções para seus corpos e armassem cada alma em Khali com tais equipamentos, fossem eles homens, mulheres, idosos ou crianças, Ahrimus Deenas queria expulsar essa criatura do mundo e livrar-se do terror que sentia.

 

Duas semanas e meia se passaram antes que as sombras e os demônios libertos alcançassem Khali e desse início a uma batalha injusta entre as pessoas vivas e as criaturas feitas de loucura, vindas do mundo inferior.

Os humanos e anões resistiram por um dia inteiro ao tormento e insanidade levados às suas mentes pelos ataques das criaturas.

Muitas pessoas fugiram de lá, carregando aos quatro ventos mensagens e lembranças do terror que passaram nesse primeiro dia, e logo, a notícia chegaria aos ouvidos das Estrelas do Vale e faria com que eles, bem como as companhias dos outros marqueses, se apressassem em chegar logo em Khali para impedir a destruição da capital do mundo.
Depois de seis dias de terror, os marqueses dos outros castelos chegaram em Khali, mas a ajuda não aconteceu como havia sido planejado, grande parte dos homens que chegaram, saíram correndo de medo ao ver o mau que ali se encontrava, enfraquecendo a moral até mesmo dos mais bravos.

A situação estava crítica, Ahrimus estava perdido, vencido pelo terror que assolava sua mente. Ver que o socorro teria chegado, não lhe animou nem um pouco, pois ele sabia que tal ajuda, de nada adiantaria e que o mundo já estava perdido. Os marqueses se reuniram e organizaram uma nova frente para conter esse mau, mas mesmo com o reforço do lado dos humanos, não daria para resistir por muito mais tempo e ao final da tarde, todos ali sabiam que suas horas estavam contadas, a menos que algum milagre os salvasse.

E ao final desse mesmo dia, quando tudo já estava dado como perdido, as Estrelas do Vale chegaram, todos os 40 juntos, com suas armas feitas com o Anima de Gaia para mudar o trágico destino que a humanidade estava prestes a tomar.

Capítulo II – Gaia : Parte 2

As Estrelas do Vale e os Marqueses

 

A partir de então, todas as energias estariam deixando o mundo aos cuidados das raças que criaram.
Cada qual com suas características, foram modelando o mundo e desenvolvendo suas culturas e tecnologias. Durante muito tempo, as raças do mundo foram se desenvolvendo e erguendo suas civilizações. Foram construídos muitos castelos, todos com uma exuberância única. Apenas os humanos fariam deles suas moradias fixas, pois apesar de muitos anões terem ajudado na construção dos mesmos, estes preferiam ficar em seus castelos subterrâneos, os Elfos também ajudaram em muito na construção das maravilhas arquitetônicas com sua magia e o dom nato para a arte, mas, assim como os anões, eles preferiam ficar em suas casas nas profundezas das florestas.

Foram sete os castelos mais bem estruturados e caprichados que foram criados pelas mãos de humanos, anões e Elfos, tais Castelos foram nomeados com palavras mágicas élficas para mostrar o laço existente entre as três raças.
O primeiro deles se situava ao sudoeste do continente e foi batizado como Lisden, que significava “união”.
O segundo deles ficava ao norte do continente, próximo das terras congeladas e foi batizado de Kasleen, que significava “amizade”.
O terceiro que foi construído ficava no meio das terras desérticas e foi chamado de Seh’das, que significa “trabalho”.
O quarto castelo a ser terminado foi Gol’dhas, ficava situado ao nordeste do continente e seu nome significa “prosperidade”.
O quinto castelo ficava no centro-norte do continente e foi chamado de Ceresti, que significava “soberania”.
O sexto deles foi construído no extremo sudeste do continente e foi batizado de Allash, que significa “paz”.
E o sétimo e último castelo foi construído no centro do continente e seria a base de todas as civilizações, foi batizado de Khali, que significava “Ascensão”. Neste castelo ficariam abrigados os maiores representantes das raças e os responsáveis pelos projetos dos castelos. Em cada um desses castelos ficaria um “Marquês” que cuidaria do bem estar da estrutura e das pessoas que se abrigassem lá. Por coincidência ou não, todos os seis marqueses eram humanos. No castelo principal ficaram reunidas muitas pessoas que entendiam e estudavam as coisas do mundo, estes formaram uma equipe com 40 sábios e corajosos membros que se denominaria “As estrelas do Vale” e ficaria responsável por pregar a ordem e ensinamentos sobre a criação do mundo e a utilização com sabedoria da Anima do planeta. Eles também descobriram que a massa de terra na qual viviam, era cercada por uma infindável quantidade de água e não tinham como descobrir as dimensões do seu continente.

Enquanto as Estrelas viajavam o mundo fazendo novas descobertas, os marqueses ficam e seus castelos pensando em como seria a delimitação das terras no continente para que nenhum deles trabalhasse mais do que o outro. Os elfos, desinteressados nessas discussões políticas, estavam mais preocupados com as incessantes escavações que os anões faziam perto de Khali, eles julgavam os anões como obcecados e demais e desconfiavam que eles estavam agindo sobre efeito de alguma coisa que não era normal deste mundo, mas eles haviam cortado relações com o mundo e ameaçaram a raça elfica caso continuassem a interferir nas suas escavações e descobertas.

Capítulo II – Gaia : Parte 1

11/07/2008 5 comentários
Habitantes de Gaia

Assim como aconteceu uma vez, as energias foram em busca de um lugar o qual tivesse condições de abrigar seus seres vivos. Depois de passar muitos anos em busca de tal terra, elas acabaram por encontrar um planeta exatamente igual a Gaea, elas decidiram que seria ali no novo começo e que esse novo lar se chamaria Gaia.
Entretanto, agora todas as divindades primordiais queriam povoar Gaia, assim, com a ajuda de Liane, cada uma delas criou um tipo de criatura para povoar esse novo mundo.
Novamente, Flora criou sua mais bela natureza, com plantas e animais de todos os tipos. E tudo na mais perfeita harmonia.
Liane, como havia escondido seus antigos alvis numa parte dentro de si, não os chamaria para esse novo mundo onde tudo é feito de energia divina. Então ela resolveu criar os Humanos como conhecemos.
Merien usou de todo o conhecimento que possuía para criar os pacíficos e reservados Elfos, seres amantes da natureza, os quais ela incumbiria de cuidar das terras em Gaia.
Évora criou os seres que refletiriam sua paixão pela escuridão e supririam sua incapacidade de criar coisas, então ela criou os habilidosos Anões, os quais seriam apaixonados pela noite e pela escuridão das suas majestosas cavernas no coração das montanhas.
Helena colocou um pouco do seu sentimento em tudo aquilo que havia sido criado, tornando todas as criaturas capazes de amar seja racionalmente ou instintivamente.
E Levine deu a todas as criaturas pensantes uma motivação para faze-los ter esperanças, ela os abençoou com a ambição. Contudo, Merien não quis que seus Elfos fossem “contaminados” com tal dúbio sentimento e pediu que Levine os poupasse da sua dose de ambição, então os Elfos receberiam uma quantia muito menor de ambição e o excedente passaria para os Humanos, pois Liane gostou muito daquilo e viu que isso poderia fazer das suas criações, verdadeiros guardiões do planeta.
A partir de então, tudo que existia em Gaia seguiria o seu rumo sem influência das Divindades, pois as mesmas estariam inaptas por algumas eras de fazer qualquer evento cósmico. Isso aconteceu porque todas as seis haviam dissipado muito da sua energia sagrada criando um universo inteiro com sua própria essência mágica e depois disso povoando totalmente um planeta.
Merien, como a responsável por cuidar do tempo, usou grande parte da sua energia para prever o andamento das coisas nos próximos 10 mil anos, e viu que como tudo havia sido feito por elas e com especial carinho e cuidado, não aconteceria que pudesse as obrigar a um novo “recomeço”.

Isso a desgastou um pouco mais e a fez ficar num estado de hibernação ainda maior que o das suas energias irmãs, as quais ficariam sem interferir no mundo por muitas eras. Liane, aproveitando sua superioridade de energia, esperou todas as suas irmãs adormecerem para criar um pequeno espaço em Gaia para os seus Alvi, então usou um pouco mais da sua energia e lhes deu uma ilha voadora, na qual estariam confinados dentro de uma redoma de vidro para sempre.
Mas todas as energias primordiais não haviam pensado numa coisa muito importante: A ambição humana é capaz de muitas coisas, inclusive de mudar o destino…

Capítulo I – A Criação : Parte 3

Anima

 

O cosmo começara a ficar “sujo” de corpos sem vida com o passar dos tempos, e isso não agradava Flora e Liane de maneira alguma, mas como era uma idéia plausível dada por suas irmãs, elas tinham de acatar essa terrível idéia de matar as coisas…
Mas Levine, com seu incrível dom de levar esperança até suas entristecidas irmãs, deu a elas uma nova idéia, a de criar as coisas, com sua própria energia, então quando as coisas morressem, por assim dizer, a energia retornaria para elas e os corpos mortos voltariam a se tornar pura energia e não ficariam ocupando espaço e “enfeiando” a bela criação. 

A idéia foi excelente e funcionou extremamente bem durante séculos, mas isso vinha desgastando demais as duas energias que se preocupavam em criar as coisas e as duas começaram a apresentar sintomas de fraqueza, até então desconhecidos por entidades tão supremas.
Évora, com sua sabedoria, concluiu que isso vinha acontecendo porque as duas estavam alterando a criação do universo parte por parte com suas próprias energias e a sua teoria era que, pra fazer isso funcionar, sem que Flora e Liane começassem a “morrer” por causa disso era necessário que todo o cosmo fosse refeito, mas dessa vez, usando suas próprias energias…

Chegou então o dia em que tudo aquilo que existia teria de desaparecer e Mérien voltaria tudo para o seu ponto de partida, deixando apenas as energias de fora da sua fabulosa magia de regressão temporal.
Liane, em um ímpeto de orgulho e egoísmo, não aceitou que seus tão estimados Alvis fossem destruídos assim, e os escondeu em suas entranhas para que não fossem perdidos durante o evento que as energias chamariam de “O Renascimento”.
Depois de deixar Flora e Liane se despedirem de tudo aquilo que elas criaram, Mérien voltou o tempo até o início da criação e as seis energias se reuniram novamente para usar suas energias e recriar tudo desde o começo novamente.

Os anos passavam, os séculos passavam, e tudo ia acontecendo novamente até que após algumas eras tudo estava praticamente como havia sido uma vez, com a diferença de tudo agora, era feito de pura energia divina, a qual retornaria para as energias criadoras assim que as coisas morressem.
Essa energia ficou conhecida pelas entidades vivas como “Anima” a alma das coisas.